O Elvas CAD respondeu, em comunicado, às declarações recentes da “O Elvas” SAD, classificando como “graves e infundadas” algumas das afirmações divulgadas publicamente.
O clube sublinha que a leitura apresentada pela administração da SAD não corresponde à realidade contratual e institucional existente entre as partes.
O clube recorda que detém 5% do capital da estrutura profissional, posição que o coloca como acionista minoritário sem poder deliberativo sobre a gestão executiva, financeira ou operacional da sociedade anónima desportiva, cuja responsabilidade permanece na administração da SAD.
No comunicado é referido que, desde a origem do projeto profissional, o clube fundador tem procurado colaborar no desenvolvimento da estrutura futebolística, participando nos mecanismos protocolares estabelecidos e disponibilizando apoio institucional para o funcionamento da organização.
Em relação às acusações de obstrução contabilística, o clube afirma ter solicitado reiteradamente informação financeira detalhada sobre a atividade da SAD, alegando que tais pedidos não terão obtido resposta. Paralelamente, são apontados alegados incumprimentos contratuais envolvendo jogadores, equipa técnica, trabalhadores e fornecedores.
O documento manifesta ainda expectativa positiva quanto à reestruturação administrativa anunciada após a saída de Vincenzo de Caci, defendendo que as críticas dirigidas à gestão anterior apontam práticas de opacidade financeira e circulação de informação considerada desinformadora.
O clube reforça também a sua disponibilidade para participar no esclarecimento de matérias institucionais e aguarda a convocação de uma assembleia geral de acionistas que permita consolidar a transição administrativa, promovendo maior diálogo e cooperação estratégica para o crescimento do futebol profissional em Elvas.
O comunicado termina rejeitando qualquer associação do debate sobre a gestão da SAD a manifestações de caráter xenófobo e defendendo a continuidade do projeto desportivo com base na transparência e estabilidade institucional.
Perceba mais detalhes desta situação na edição impressa desta semana
