A Câmara de Portalegre ativou hoje o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, face aos danos causados pelo mau tempo no concelho e pela previsão de um quadro meteorológico adverso na região nos próximos dias.
Num despacho assinado pela presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, a que a agência Lusa teve acesso, é indicado que o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil foi ativado às 09:00 e vai manter-se até às 23:59, do dia 15 de fevereiro.
“No seguimento da gravidade da dimensão dos acontecimentos ocorridos, o Governo, através do Despacho nº 1532-E/2026, de 07 de fevereiro de 2026, declarou a situação de calamidade no município de Portalegre, através da Resolução do Conselho de Ministros nº 15-B/2026, de 30 de janeiro, visando assim a mobilização de mecanismos e apoios excecionais às populações e territórios atingidos”, lê-se no despacho.
No documento é explicado que a depressão Kristin, à qual se sucederam as depressões Leonardo e Marta, “afetaram significativamente o território nacional, e em particular, o concelho de Portalegre”.
As três depressões, é indicado, causaram um “elevado número de ocorrências”, sendo “algumas delas bastante graves”, com “prejuízos avultados” em habitações, viaturas, outros bens e infraestruturas da cidade.
Segundo o município de Portalegre, registaram-se também movimentações de massas (terras, lamas, rochas, e detritos), queda de árvores e de estruturas, cortes de vias rodoviárias, e perturbações no normal funcionamento dos serviços públicos e da vida da população do concelho.
A autarquia alerta ainda que as previsões apontam para condições meteorológicas adversas nos próximos dias, designadamente para a ocorrência de precipitação persistente.
Perante a previsão desse quadro meteorológico, que “configura um agravamento excecional do risco coletivo”, a autarquia decidiu adotar “medidas de caráter excecional” com vista à salvaguarda de pessoas e bens, de modo a “evitar ou prevenir” situações de risco como derrocadas, movimentos de massas, inundações, quedas de árvores, entre outras.
Por último, a Câmara de Portalegre indica que a estrutura de coordenação e controlo está a funcionar nos Paços de Concelho e a coordenação técnica e operacional dos serviços e agentes de Proteção Civil, bem como os recursos a utilizar, é efetuada de acordo com o previsto no plano.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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