Um bombeiro, pertencente à corporação de Campo Maior, morreu hoje no decorrer de uma operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância, na sequência do mau tempo, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
A fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que não especificou as circunstâncias em que ocorreu o óbito, indicou apenas que o alerta foi dado “por volta das 13:30”.
Fonte da GNR também contactada pela Lusa limitou-se a acrescentar que a vítima mortal tem 46 anos e é também militar da Guarda no Posto Territorial de Campo Maior, não possuindo mais informações de momento.
A ANEPC emitiu uma nota de pesar nas suas redes sociais, indicando que a operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância em que o bombeiro estava envolvido decorria na Estrada Nacional 373, numa zona de confluência com o rio Caia, em Campo Maior.
Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Pedro Tomé, lamentou hoje a morte do bombeiro da sua corporação, sublinhando que o pessoal ficou “em baixo”, com o ocorrido.
Pedro Tomé explicou que a morte deste bombeiro ocorreu no desenrolar de uma ação de patrulhamento e vigilância devido ao mau tempo, “e algo se passou, [ele] sentiu-se mal, algo deste género, e entrou numa linha de água”.
O comandante revelou ainda que, na sequência desta situação, já deu entrada na corporação uma equipa de psicólogos que vai acompanhar os restantes elementos da corporação.
Na sua nota de pesar, a ANEPC endereçou “as (…) mais sentidas condolências à família, aos amigos, ao corpo de Bombeiros Voluntários de Campo Maior e a todos os bombeiros e agentes de proteção civil empenhados nas operações de proteção e socorro, no âmbito das condições meteorológicas adversas que afetam Portugal continental”.
“Neste momento de dor e consternação, a ANEPC deixa uma palavra de profunda gratidão a todos os homens e mulheres que, com coragem e sentido de missão, colocam a sua vida em risco para proteger a vida e os bens dos seus concidadãos”, acrescenta.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

HYT/RRL // MCL/JLG
Lusa/Fim

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