O Plano de Emergência do hospital de Portalegre foi acionado hoje, na sequência da tempestade Leonardo, que provocou vários danos em acessos àquela unidade, disse à agência Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
De acordo com o porta-voz da ULS, Ilídio Pinto Cardoso, o plano foi ativado porque “alguns dos acessos ao hospital estão interditados e porque podem ainda ocorrer várias situações” provocadas pelo mau tempo.
“Não há danos no hospital, nem qualquer ferido” causado pelo mau tempo, afiançou o mesmo responsável.
Segundo Ilídio Pinto Cardoso, “apenas pelo lado do Serviço de Urgência” é possível aceder ao Hospital Dr. José Maria Grande, ou seja, através da Avenida Pio XII, “mas com alguns constrangimentos”.

“Vieram da serra (água, lama e pedras), que arrastaram carros, isto é o caos”

Dezenas de automóveis sofreram hoje danos e outros foram arrastados em Portalegre pela força da água, lama e pedras provenientes da Serra de São Mamede, na sequência da tempestade Leonardo, disse à agência Lusa a presidente do município.
De acordo com Fermelinda Carvalho, está “espalhado o caos” numa determinada zona da cidade, nomeadamente entre as avenidas de Santo António (lateral ao hospital),Liberdade e na zona do rossio, onde se registaram inundações e ficou acumulada “muita lama”.
“Vieram da serra (água, lama e pedras), que arrastaram carros, isto é o caos”, alertou.
A autarca explicou que, por volta das 08:00, a Proteção Civil e os serviços municipais estavam a desenvolver operações de limpeza e a obstruir vias na zona do rossio.
“Nós temos os meios, estão mais meios a chegar para atacar esta situação, estamos a mobilizar tratores de agricultores, máquinas de empresários para limpar tudo rápido”, acrescentou.
Também contactada pela Lusa, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Alto Alentejo especificou que as zonas mais atingidas da cidade de Portalegre são a Avenida de Santo António e também a entrada principal do hospital.
“A ribeira que passa por trás do hospital galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo”, disse a fonte.
A água da ribeira arrastou imensos veículos, cujo número a fonte do CDOS não soube para já precisar, assim como “detritos e pedras”, o que afetou a entrada principal do hospital, que “ficou inoperacional”, disse.
Pelo distrito, “há quedas de árvores, inundações em vários concelhos e estradas cortadas”, mas a principal ocorrência é a de Portalegre, acrescentou o comando sub-regional.

HYT/RRL // SB
Lusa/Fim

Vídeo Filipe Calha

Vídeo Susana Mourato

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