Um casal e um filho menor ficaram hoje desalojados devido à inundação da casa onde vivem, em Évora, provocada pelo mau tempo que fustiga o país, revelou fonte do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC).
O coordenador municipal de Proteção Civil de Évora, Joaquim Piteira, indicou à agência Lusa que uma linha de água galgou as margens e inundou a habitação, numa quinta situada no Bairro das Espadas, na periferia da cidade.
Segundo a mesma fonte, o casal e o filho menor, cujas idades não soube precisar, estão a ser acompanhados pelo Serviço de Ação Social da câmara com vista a serem realojados temporariamente.
Joaquim Piteira disse que, neste concelho, o mau tempo provocou ainda inundações de vias, a queda de cerca de 25 árvores e de várias estruturas, como o toldo do parque de estacionamento de um supermercado, placares de publicidade e sinais de trânsito.
Às 10:00 de hoje, adiantou, estavam cinco vias cortadas no concelho, por estarem inundadas ou terem árvores caídas a impedirem a circulação rodoviária.
Estavam então cortados ao trânsito os caminhos municipais 1079 na Ponte de Valverde, 1094 junto ao Bairro de Almeirim, 1158 perto do lugar de Castelos, a Estrada Municipal 527 na zona do Bairro do Louredo e uma rua no Bairro da Comenda.
De acordo com o responsável, o SMPC de Évora, juntamente com os bombeiros e outros serviços, está a coordenar a remoção de árvores e outras intervenções de limpeza e a monitorizar o nível da água nas vias que estão inundadas.
Em Évora, também faltou energia elétrica em algumas zonas da cidade, afetando, pelo menos, o Jardim de Infância do Penedo de Ouro e as escolas básicas do Frei Aleixo e dos Canaviais, com as aulas a decorrerem, ainda assim, dentro da normalidade, segundo fonte da direção do Agrupamento de Escola André de Gouveia.
O mau tempo já causou dois mortos, um em Povos, Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, e outro em Monte Real, concelho de Leiria, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
A ANEPC registou entre as 00:00 e as 08:00 de hoje mais de 1.500 ocorrências, dando conta do “grande impacto” da depressão Kristin, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra e na região Oeste (distritos de Leiria e Lisboa), com cortes de energia e de comunicações, cortes de estradas e quedas de árvores e de estruturas.
Cerca das 07:30, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) avançou que a zona centro foi a mais afetada pelos efeitos de uma depressão que entrou no continente na zona de Leiria e daí progrediu para o interior do país.

Foto Ilustrativa

SM/RRL (CMM) // SB
Lusa/Fim

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