O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra os 13 detidos numa operação da PSP que permitiu desmantelar uma rede criminosa que abastecia de droga o Alentejo Central, no final de maio do ano passado, foi hoje, dia 6 de Janeiro anunciado.
Num comunicado publicado no ‘site’ da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP indicou que os arguidos, nove homens e quatro mulheres, com idades entre os 19 e os 46 anos, foram acusados dos crimes de tráfico de droga.
“Os arguidos, que tinham ligações de amizade, dedicavam-se, em exclusivo, à atividade de compra e venda de droga (canábis e cocaína), obtendo avultadas vantagens patrimoniais ilícitas”, salientou.
Segundo o MP, os alegados crimes ocorreram, entre 2022 e o final de maio de 2025, quando ocorreu a operação policial, na zona de Lisboa e margem sul do Tejo, onde os arguidos faziam a recolha da droga, e em Évora e Montemor-o-Novo, onde era, depois, vendida.
Aquando da operação policial, recordou o Ministério Público, foram apreendidos cerca de 70 quilos de haxixe, que dariam para, pelo menos, 135 mil doses individuais, e ainda cerca de 200 gramas de cocaína e oito gramas de ‘ecstasy’.
“Foi ainda apreendida a quantia monetária de cerca de 60.000 euros, além de armas e outros objetos relacionados com a atividade ilícita e obtidos com as vantagens patrimoniais alcançadas”, adiantou.
O MP revelou ter deduzido pedido de perda a favor do Estado de vantagens da atividade criminosa e também de perda direta a favor do Estado dos valores em numerário, telemóveis e outros objetos apreendidos.
E encontra-se ainda pendente a análise patrimonial e financeira pelo Gabinete de Recuperação de Ativos, referiu.
De acordo com o Ministério Público, dos 13 arguidos alvo de acusação, sete encontram-se em prisão preventiva.
“Um dos arguidos é reincidente, com antecedentes criminais registados pela mesma prática de crime, com cumprimento de pena de prisão efetiva, encontrando-se, à data da detenção, em situação de liberdade condicional”, assinalou.
Este inquérito foi dirigido pela 1.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, tendo o MP sido coadjuvado pela PSP de Évora na realização da investigação.
Agora decorre o prazo para eventual abertura de instrução que, a não ser requerida, determinará a remessa do processo para julgamento, acrescentou.
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