Celebrar 75 anos é um marco extraordinário que resulta da soma de muitos fatores, que não vamos enunciar. Optamos por perspectivar o feito olhando apenas para a idade. E o que vemos? Notamos que tratando-se de uma instituição, a correspondência que possa ser feita com a cronologia de uma vida humana (o parâmetro mais óbvio) não tem comparação possível. Se é certo que na génese do surgimento de um órgão de comunicação social paira a incerteza sobre o futuro, também não deixa de ser verdade que existe a ambição de construir um projeto que sobreviva aos criadores. E já chegámos lá! No momento atual (infelizmente) no seio da equipa de produz o Linhas de Elvas, já não constam os fundadores, mas tão somente os sucessores. São 75 anos, e a substituição de gerações ocorre, a todo o vapor, com os que cá estamos agora a trabalhar e a desejar, que outras gerações nos substituam. Por isso, aos 75 anos não estamos velhos. Estamos maduros, consolidados, com alento e muitas ideias. Então pensámos: vamos puxar ainda mais para junto de nós os nossos leitores. A pretexto da belíssima idade 75, queremos convidar a nossa geração de fiéis seguidores a responder, de 15 em quinze dias, a três questões, cujas respostas são importantes para nos ajudarem a continuar a somar anos, a crescer e a ir de encontro às expetativas e à confiança que depositam em nós.

A convidada do podcats “Em 75 Linhas” desta semana é Maria de Fátima Magalhães, religiosa da Companhia de Santa Teresa de Jesus. Natural de Santo Tirso, reside em Elvas há quase três décadas. Licenciou-se em matemática, em Coimbra e em teologia, em Braga. Ao longo da sua vida de consagrada dedicou-se ao ensino da matemática, à educação moral e religiosa católica, à catequese e formação de catequistas, à pastoral juvenil, à coordenação de grupos de jovens, à pastoral social e à pastoral penitenciária. A uma certa altura da sua vida, a que chama a “segunda conversão” sentiu um chamamento muito especial, a dedicar o resto da vida às pessoas que por vários motivos acabaram na droga, na prostituição, na marginalidade. Fundou a Associação Fratelli Tutti, onde, como presidente, desenvolve actividade na defesa da vida e a ajuda a famílias carenciadas e à educação de jovens para os valores da vida, da solidariedade, da cidadania e do empenho social. Na sua vocação missionária aprende diariamente o que Cristo ensinou “Não julgueis e amai-vos”.

Vamos saber qual a ligação da Irmã Fátima, como é carinhosamente conhecida por todos, com o jornal “Linhas de Elvas”.

Este podcast conta com direcção de João Alves e Almeida, condução de Ana Maria Santos e Arlete Calais, edição de João Carriço e coordenação comercial de Ana Trigueiro Santos

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