A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central esclareceu que a assistência ao homem que se sentiu mal na semana passada perto do hospital e foi transportado para as urgências pelo INEM “decorreu dentro do que está estipulado”.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) indicou que “não abriu nenhum inquérito interno a respeito do episódio” ocorrido no dia 18 perto do hospital de Évora, salientando que “o atendimento do doente decorreu dentro do que está estipulado”.
O homem “foi transportado pelo INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] ao Serviço de Urgência Polivalente, no dia 18 de fevereiro, às 11:14, onde foi de imediato triado, observado e avaliado, não tendo sido estabelecido diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, adiantou.
Segundo a ULSAC, no mesmo dia, às 16:05, o doente “teve alta para o domicílio, sem quaisquer sintomas”.
O esclarecimento surge depois de o Diário de Notícias ter noticiado na sua página de Internet que a recente demissão do Conselho de Administração (CA) da ULSAC estava também relacionada com a morte deste homem.
No comunicado, a unidade local de saúde frisou que “não se verificou nenhum óbito no espaço exterior, em frente ao Serviço de Urgência Polivalente no dia 18 de fevereiro”, insistindo que a renúncia dos dirigentes está relacionada com o novo hospital.
“A renúncia aos cargos foi motivada, entre outras razões, pelo facto de o CA não se rever” na instrução contida num despacho “da secretária de Estado da Gestão da Saúde relativa à gestão da obra do novo Hospital Central do Alentejo”, sublinhou.
A alegada recusa de socorro por parte do hospital de Évora a um homem que se sentiu mal perto da unidade hospitalar levou à abertura de inquéritos por parte do Ministério Público (MP) e da Inspeção-Geral das Atividade em Saúde (IGAS).
Na manhã do dia 18, noticiou a SIC, o hospital de Évora recusou o socorro a um homem que se sentiu mal e caiu a poucos metros da urgência.
Segundo o canal televisivo, as pessoas que passavam na rua pediram auxílio ao hospital, que estava a cerca de 20 metros de distância, mas foi-lhes respondido que teriam de ligar para o número de emergência 112.
A ambulância chegou ao local 20 minutos depois, fazendo o transporte do homem até à urgência hospitalar, situada do outro lado da rua.
De acordo com a SIC, o homem terá tido um princípio de acidente vascular cerebral (AVC).

SM // VAM
Lusa

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