A produção de miolo de amêndoa em Portugal pode, pelo menos, triplicar nos próximos cinco ou seis anos, quando as atuais plantações atingirem o potencial máximo, chegando às 60 mil toneladas, estimou hoje uma associação do setor.
Em declarações à agência Lusa, o diretor executivo da Portugal Nuts, António Saraiva, indicou que muitos dos amendoais plantados no país “ainda estão em fase de desenvolvimento”, pelo que o potencial máximo destas plantações ainda não foi atingido.
“Isto diz-nos que há uma capacidade instalada no terreno que vai, mesmo que a área não cresça, começar a dar muito mais produção”, realçou o responsável.
António Saraiva falava à Lusa na véspera da realização do 3.º Congresso Portugal Nuts, marcado para quinta-feira, em Beja, no Cineteatro Pax Julia.
Sobre o aumento expectável da produção, o dirigente apontou os associados da Portugal Nuts que se dedicam à produção de miolo de amêndoa, que estão “a 30% do potencial”, pois a idade média das suas plantações “é de três anos e seis meses”.
“Os amendoais da amostra da Portugal Nuts podem produzir três vezes mais do que já produziram este ano”, referiu, assinalando que “as árvores vão crescendo em produtividade até chegarem ao seu pleno, que é à volta do sexto, sétimo ano de idade”.
Assim, previu, as atuais plantações “têm capacidade de triplicar a produção”, passando “das 20 mil toneladas de miolo de amêndoa que podem ter sido produzidas em 2023” para, em cinco ou seis anos, chegar “a 60 mil ou eventualmente mais do que isso”.
Segundo o diretor executivo da Portugal Nuts, a associação antecipa que a produção nacional de miolo de amêndoa em 2023, cujos números vão ser conhecidos em junho ou julho, tenha crescido 20% em relação ao ano anterior, para as 20 mil toneladas.
“O setor continua a crescer, mas houve um abrandamento do crescimento em 2023”, em termos de novas plantações, notou.
Na zona de Alqueva, no ano passado, “o amendoal cresceu 1.540 hectares”, quando, em anos anteriores, o ritmo era de “2.000 e 3.000 hectares por ano”, exemplificou.
Esta desaceleração de novas plantações, sublinhou António Saraiva, “acontece porque há menos áreas disponíveis e também há preocupações sobre a disponibilidade de água que possa existir no futuro” por parte dos agricultores.
Outro dos motivos do abrandamento pode estar relacionado com os preços de venda da amêndoa, que “já estiveram mais altos” e agora encontram-se “muito baixos”, e há agricultores que “duvidam se vale a pena investir” em novas plantações.
Ainda assim, o dirigente associativo disse acreditar que o setor “pode crescer muito no ‘ranking’ mundial” de países produtores e chegar, “com bastante facilidade, ao 4.º lugar”, atrás de Estados Unidos, Austrália e Espanha.
“Este setor, que está a desenvolver-se principalmente no sul, está a levar bastantes industriais espanhóis a fazerem parcerias com investidores locais e a instalarem unidades na região de Beja, porque veem o volume de amêndoa que vai ser produzido em Portugal nos próximos anos e faz todo o sentido que seja trabalhado no país e não transportado para outro lado”, assinalou.
Portugal tem a vantagem de ter como país vizinho a Espanha, que “é o maior importador mundial com capacidade para absorver a produção”, para “laborá-la no seu país ou ser trabalhada em Portugal para, depois, ser exportada para a Europa”.
Em destaque, no congresso que vai decorrer em Beja, vai estar o sistema que a Portugal Nuts acaba de lançar que vai recolher, duas vezes por ano, os dados dos associados relacionados com as plantações, produção e rendimento.
Fundada em 2020, a Portugal NUTS tem mais de 50 associados, entre produtores e processadores, os quais representam cerca de 17.414 hectares de amêndoa, maioritariamente no sul do país e na Beira Interior, e cerca de 1.357 hectares de noz.
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