Carlos Zorrinho, deputado Socialista no Parlamento Europeu, não faz parte da lista escolhida por Pedro Nuno Santos, não sendo, portanto, reconduzido como candidato nas próximas eleições europeias.

Marta Temido, ex-ministra da Saúde é a escolha dos socialistas para as eleições europeias, com Francisco de Assis e Ana Catarina Mendes a surgirem como número dois e três da lista de candidatos.
Com uma carreira política marcada pelo empenho na defesa dos interesses portugueses e do Alentejo no Parlamento Europeu, Carlos Zorrinho expressou ao Linhas de Elvas a intenção de dedicar-se agora a outros projectos, destacando-se entre eles o regresso à Universidade de Évora, onde é Professor Catedrático.
Com um currículo vasto e diversificado, Carlos Zorrinho tem sido uma figura proeminente não só na política, mas também no mundo académico e tecnológico. Antes de assumir o seu papel no Parlamento Europeu, Carlos Zorrinho serviu como Secretário de Estado da Energia e Inovação, demonstrando um compromisso firme com o desenvolvimento sustentável e a inovação tecnológica em Portugal.

O Alentejo deixará de ter qualquer figura oriunda da região, já que nenhum outro partido ou aliança candidata, em lugar elegível, qualquer figura natural ou aqui residente, apesar de constituir 1/3 do território nacional e de ser a base agrícola do país.

Presidente da Delegação do PE à Assembleia Parlamentar Paritária da Organização dos Estados de África Caraíbas e Pacífico-União Europeia

O eurodeputado Carlos Zorrinho foi eleito, em Janeiro último, em Estrasburgo, presidente da Delegação do Parlamento Europeu à Assembleia Parlamentar Paritária Organização dos Estados de África Caraíbas e Pacífico-União Europeia (APP OEACP-UE), reconstituída no contexto do novo Acordo de Samoa, o qual entrou em vigor a 1 de janeiro último.

Recorde-se que o Acordo Samoa constitui o novo quadro jurídico para as relações da União Europeia com 79 países – 48 países de África, 16 das Caraíbas e 15 do Pacífico e tem aplicação em mais de 2 mil milhões de pessoas.

Este é um instrumento jurídico de direito internacional que visa reforçar a capacidade da UE e dos países ACP para responderem em conjunto aos desafios do mundo dos nossos dias, estabelece princípios comuns e abrange seis domínios prioritários, designadamente, a democracia e os direitos humanos, o desenvolvimento e o crescimento económico sustentável, as alterações climáticas, o desenvolvimento humano e social, a paz e a segurança, a migração e a mobilidade.

Na ocasião, o eurodeputado português afirmou que “depois de um mandato em que me bati para que a dimensão parlamentar do Acordo de Cotonu fosse não apenas mantida, mas reforçada no Acordo de Samoa, entendo a minha eleição de hoje, por aclamação, como um forte incentivo para continuar o trabalho de aprofundamento da parceria multilateral África, Caraíbas, Pacífico/ União Europeia no plano parlamentar.”

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