A época que mobiliza mais meios de combate aos incêndios rurais termina hoje, mas a Proteção Civil vai reforçar o dispositivo nos corpos de bombeiros na primeira quinzena de outubro devido às previsões de tempo quente.
Nos últimos três meses, o dispositivo de combate a incêndios rurais esteve na sua capacidade máxima, com 13.891 operacionais, 3.084 equipas, 2.990 veículos e 72 meios aéreos em prontidão.
A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), indica que a partir de 01 de outubro os meios são reduzidos, ficando no terreno, até 15 de outubro, 11.606 elementos de 2.599 equipas e 2.481 veículos, além de 61 meios aéreos.
No entanto, e além do dispositivo já previsto no DECIR para esta fase, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) vai reforçar, a partir domingo, o dispositivo dos corpos de bombeiros com mais 90 equipas e veículos, num efetivo total de 339 bombeiros, indicou aquele organismo à Lusa.
A ANEPC justifica este reforço para a primeira quinzena de outubro com as previsões meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Proteção Civil indica ainda que os meios aéreos vão ser, a partir de sábado, de 63 aeronaves, uma vez que se manterão no dispositivo os dois aviões ao abrigo do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia até 31 de outubro.
Aquela que é considera a época mais crítica em incêndios florestais, que decorreu entre julho e setembro, termina com um balanço de dois grandes fogos que deflagraram em agosto, designadamente em Odemira, com 7.513 hectares de área ardida, e em Castelo Branco, 6.553 hectares ardidos.
Os últimos dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que 2023 é o segundo ano com menos incêndios e o terceiro com o valor mais reduzido de área ardida da última década.
Segundo o ICNF, um total de 7.097 incêndios rurais deflagraram entre 01 de janeiro e 15 de setembro, que resultaram em 33.003 hectares de área ardida, entre povoamentos (18.904), matos (11.967) e agricultura (2.132).
“Comparando os valores do ano de 2023 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 40% de incêndios rurais e menos 64% de área ardida relativamente à média anual do período”, refere o ICNF.
Em relação ao mesmo período de 2022, este ano registaram-se menos 2.649 incêndios e a área ardida diminuiu mais do que quatro vezes.
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