O sucesso da COP15 (15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica) que decorreu em Montreal (Canadá) no passado mês de Dezembro, leva a que alguns observadores a classifiquem como “um segundo Acordo de Paris” – remetendo para o êxito alcançado pelo Acordo celebrado na capital francesa em 2015.

Na cerimónia de abertura da COP15, o Presidente chinês, Xi Jinping, fez um discurso por video, em que afirmou: “Um ecossistema sadio é essencial para a prosperidade da civilização. Devemos trabalhar juntos para promover a coexistência harmoniosa entre o homem e a Natureza, construir uma comunidade de toda a vida na Terra e criar um mundo limpo e belo para todos nós”.

Recorde-se que a primeira fase da COP15 decorreu em Kunming, China, em Outubro de 2021. A conferência adoptou a Declaração de Kunming, apelando a todas as partes a tomarem medidas para construir uma comunidade para a vida na Terra. Um ano mais tarde, a China continuou a presidir à segunda fase da COP15, no Canadá.

A biodiversidade abrange três aspectos: ecossistemas, espécies e genes, sendo uma base importante para a sobrevivência e o desenvolvimento humano.

Atualmente, a diversidade biológica está a enfrentar tanto crises como oportunidades. Nos últimos 100 anos, a extinção de espécies causada por atividades humanas foi mais de cem vezes mais rápida do que a extinção natural. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, disse que a recessão do ecossistema global poderá causar anualmente uma perda económica de 3 milhões de milhões de dólares até 2030. No entanto, a COP15 e o futuro Quadro Global da Biodiversidade Pós-2020, poderão oferecer oportunidades históricas para a proteção da diversidade biológica no futuro.

Para construir uma comunidade de vida na Terra, a China empreendeu diversas acções concretas. Por exemplo, na última década a China tornou-se o país com o maior aumento dos recursos florestais e a maior área de florestas plantadas a nível mundial, o país com o maior número de “Cidades Húmidas Internacionais”, e está a construir o maior sistema de parques nacionais do Mundo. “Tudo isto demonstra os esforços da China para promover a civilização ecológica e a conservação da biodiversidade”.

“Ibéria Universal”

Conteúdo Institucional publicado em parceria com a Associação Portuguesa de Imprensa

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