O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva por vezes forte no Minho e Douro Litoral a partir da tarde de sábado, estendendo-se a precipitação ao restante território continental no domingo, primeiro dia de 2023.

Na informação divulgada no seu ‘site’ sobre o período da passagem do ano, o IPMA indica que o estado do tempo no continente e nas ilhas será afetado por “uma superfície frontal fria de atividade moderada a forte, associada a uma depressão centrada a noroeste da Península Ibérica”.

“Prevê-se períodos de chuva que poderão ser por vezes fortes no Minho e Douro Litoral a partir do final do dia 31 de dezembro, coincidindo com a passagem de ano, sendo que a precipitação se estenderá ao restante território a partir da manhã do dia 1”, é referido num comunicado sobre o continente.

A chuva deve afectar a região Sul “apenas na tarde do dia 1, passando gradualmente a regime de aguaceiros”, e irá diminuir de intensidade e frequência.

Devido à passagem da superfície frontal fria, a previsão é de que o vento aumente de intensidade, predominando de sudoeste.

Vila Real junta-se a Porto, Aveiro, Braga e Viana do Castelo sob aviso vermelho

O distrito de Vila Real também vai estar sob aviso vermelho no domingo, devido à previsão de chuva persistente e forte, tal como Porto, Aveiro, Braga e Viana do Castelo, anunciou hoje o IPMA.
Numa atualização às 15:53, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, o distrito de Vila Real, entre as 03:00 e as 12:00 de domingo, tal como já estavam aqueles quatro distritos.
O aviso vermelho significa uma “situação meteorológica de risco extremo” e, neste caso “chuva persistente e por vezes forte, que poderá ser pontualmente acompanhada de trovoada e fenómenos extremos de vento”, segundo a página de internet do IPMA.
Vila Real, Porto, Aveiro, Braga e Viana do Castelo vão ainda estar sob aviso laranja entre as 00:00 e as 03:00 e as 12:00 e as 15:00 do dia de Ano Novo.
Também sob aviso laranja, o segundo mais grave, vai estar o distrito de Viseu, entre as 12:00 e as 18:00 de domingo.
Bragança, Évora, Guarda, Faro, Setúbal, Santarém, Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Coimbra e Portalegre vão estar sob aviso amarelo, o menos grave, durante alguns períodos de domingo.
Vários municípios do Norte do país, como Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Ponte de Lima e Barcelos, cancelaram os festejos de fim de ano, devido ao agravamento das condições meteorológicas.
Também hoje, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) colocou sob alerta vermelho, a partir das 00:00 de domingo, os distritos do Porto, Viana do Castelo, Braga e Aveiro.
A ANEPC tem quatro estados de alerta especial (azul, amarelo, laranja e vermelho), que determinam o reforço da monitorização e incremento do grau de prontidão do dispositivo.
A Proteção Civil alertou ainda para a possibilidade de cheias em meio urbano em especial no Norte e Centro do país, recomendando a redução de deslocações na noite de fim de ano.
Outra das recomendações é para que as pessoas não se dirijam às praias no primeiro dia do ano, até porque as previsões são também de maior agitação marítima na costa.
Segundo o comandante nacional da ANEPC, André Fernandes, as bacias hidrográficas onde existem “maiores probabilidades de haver inundações em meio urbano assim como cheias” são as dos “rios Minho, Lima, Cavado, Ave, Douro, Vouga, Mondego e Tejo”.
Nos dias 07, 08 e 13 de dezembro, a chuva forte e persistente que caiu em Portugal continental afetou sobretudo os distritos de Lisboa, Setúbal, Portalegre e Santarém, causando dezenas de desalojados e prejuízos de milhões de euros em casas, estabelecimentos comerciais, viaturas e infra-estruturas públicas em meio urbano assim como cheias” são as dos “rios Minho, Lima, Cavado, Ave, Douro, Vouga, Mondego e Tejo”.
Nos dias 07 e 08 de dezembro e na madrugada de dia 13 do mesmo mês, a forte chuva que caiu em Portugal continental afetou sobretudo os distritos de Lisboa, Setúbal, Portalegre e Santarém, causando dezenas de desalojados e prejuízos de milhões de euros em casas, estabelecimentos comerciais, viaturas e infraestruturas públicas.

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