Uma semana após o mau tempo que causou inundações, estragos e desalojados em Campo Maior, a câmara ainda apura o valor dos prejuízos, mas estima que deverão situar-se entre “os três e quatro milhões de euros”.
A previsão inicial do presidente do município de Campo Maior, Luís Rosinha, avançada logo na terça-feira da semana passada, dia em que as fortes chuvadas causaram os estragos, rondava os dois milhões de euros, mas, “no dia a seguir”, o valor “andaria já próximo dos três milhões”, disse o autarca.
“Entretanto, foram surgindo outras situações e ainda nos continuam, diariamente, a chegar informação de munícipes relativa a prejuízos”, relatou à agência Lusa o presidente da câmara municipal, questionado sobre o montante global dos danos, uma semana após a intempérie.
Segundo Luís Rosinha, o Ministério da Coesão Territorial disponibilizou fichas para preenchimento dos prejuízos e é desse assunto que a autarquia tem estado a tratar, para depois fazer chegar os formulários à Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).
“Estamos a inserir todos os dados nessas fichas e esse processo com o balanço global, que será depois enviado para o Ministério da Coesão, está a ser centralizado na CIMAA”, explicou.
Segundo o autarca, na “zona da desgraça”, ou seja, a zona baixa da vila que foi mais afetada pelas inundações, “o levantamento dos prejuízos foi feito logo de imediato”, mas, entretanto, passada uma semana, “a câmara recebeu muitos mais casos de munícipes com outros problemas no concelho inteiro”.
“Estamos a falar de prejuízos com habitações, infraestruturas municipais, equipamentos municipais e atividades económicas”, precisou, indicando que espera concluir o levantamento nestas áreas e ter as respetivas fichas preenchidas e entregues na CIMAA “no final desta semana ou o mais tardar no início da próxima”.
“Ainda estamos com os valores a aumentar e a chegarem mais coisas, portanto não é fácil, mas o total de prejuízos não deve fugir muito dos três milhões, entre os três e quatro milhões de euros”, afirmou.
Quanto ao setor agrícola, a contabilização dos prejuízos está a ser feita em paralelo e vai ser enviada para o Governo através da Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Alentejo.
“Sei que os estragos são significativos para aqueles agricultores que perderam animais, mas o resto dos agricultores estão ainda com dificuldades em acederem aos sítios inundados”, relatou, escusando-se, por isso, a avançar com estimativas do valor dos danos.
Lisboa, Setúbal, Santarém, Coimbra e Portalegre foram os distritos mais afetados pelo mau tempo que atingiu Portugal, na semana passada, sendo que, na região alentejana, Campo Maior foi dos concelhos mais atingidos.
Nesta vila, 20 pessoas, de sete famílias, ficaram desalojadas e várias casas foram inundadas, algumas com água até ao teto, tendo a câmara acionado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que desde então já efetuou várias deslocações a concelhos do distrito de Portalegre afetados pelo mau tempo, garantiu que “não faltará ajuda nem meios” para repor os danos provocados pela intempérie.
O Ministério da Agricultura garantiu também estar a acompanhar, com os agricultores e responsáveis dos municípios, o levantamento dos prejuízos no setor em cinco concelhos de Portalegre.

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