O mestre Fernando Falcato, cujo percurso profissional esteve ligado à área das chaves, morreu sexta-feira aos 94 anos no hospital de Santa Luzia, em Elvas.

Começou por ajudar a mãe na restauração, trabalhou na extinta fábrica do Tomate durante 22 anos e era ajudante de sala no antigo Cinema Central, um espaço com o qual manteve ligação ao longo de 38 anos.

As suas paixões, além da sétima arte, abarcavam a fotografia e o convívio. Na Foto Arte, que era do senhor Mariano e onde estava o amigo Manuel Marques, aprendeu a revelar os instantâneos. Ao final do dia não dispensava um copinho de tinto com os amigos.

Em 2018, na última entrevista ao jornal Linhas de Elvas, publicada com o título “Mestre Falcato abre a chave da longevidade”, Fernando Falcato confessava que o negócio das chaves, com oficina situada na Rua da Aboboreira, surgiu quando ganhou a determinação em tornar-se independente. Chegou, pelo meio, a fazer uns trabalhos de canalizador e revelava ter aprendido “muitas coisas” nos diversos ofícios que realizou.

Na entrevista frisava gostar da cidade de Elvas, pelas “muralhas que mais ninguém tem”, e esperava viver na localidade que o viu nascer até aos 97 ou 100 anos. “Gostava de viver até aos 97, até aos 100 deve ser mais apertado e, se calhar, já não saio de casa”, referia na altura.

Tinha três filhos. À família enlutada o Linhas de Elvas endereça as mais sentidas condolências.

O corpo é velado às 15:30h de sábado no Complexo Funerário de Elvas e a missa, seguida de funeral, tem lugar às 10:30h de domingo.

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