No início de 2022, Tonga (um país com 171 ilhas no Sul do Pacífico) sofreu uma erupção vulcânica e um tsunami.

Uma frota de navios chineses percorreu mais de 5.200 milhas náuticas, enfrentando ventos fortes e cinzas vulcânicas, para prestar socorro e entregar mantimentos. Perante isto, o primeiro-ministro daquele país, Siaosi Sovaleni, afirmou, comovido, que este apoio da China “resolveu as necessidades urgentes e ajudou à reconstrução depois da catástrofe que assolou Tonga”.

O dia 1 de Agosto de 2022 marcou o 95º aniversário da fundação do Exército de Libertação do Povo Chinês. Este exército, que emergiu do fumo da pólvora da guerra, sabe que a paz não é fácil de alcançar, tendo assumido a missão de a salvaguardar. Desde a fundação da República Popular da China, sempre prosseguiu uma política defensiva e nunca tomou a iniciativa de provocar uma guerra, nem nunca ocupou um centímetro de terra noutro país. Hoje, o exército chinês não só é uma “grande muralha de aço” para defender a soberania nacional, a segurança e os interesses do desenvolvimento do país, mas também se tornou uma força firme para salvaguardar a paz mundial.

Em Abril de 1990 surgiram, pela primeira vez notícias da participação de soldados chineses numa operação de manutenção da paz da ONU: cinco observadores militares do exército chinês chegaram a Damasco, a capital da Síria, para esse efeito. Isto tornou-se um testemunho histórico da participação do exército chinês nas operações de manutenção da paz da ONU.

Nos últimos 30 anos, a China participou em 25 operações de manutenção da paz da ONU, tendo enviado cerca de 50 mil oficiais e soldados de manutenção da paz, 16 dos quais acabariam por perder a vida nessas missões. Entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, “a China é o país que contribui com maior número de tropas e o segundo maior contribuinte para as operações de manutenção da paz da ONU”.

Em particular, na última década, os militares chineses enviaram quatro dezenas de grupos navais para as águas do Golfo de Aden e da Somália, escoltando em segurança mais de 7 mil navios chineses e estrangeiros. O seu navio hospitalar “Arca da Paz” navegou para 43 países e regiões, prestando serviços médicos a mais de 230 mil pessoas e levando a cabo a cooperação internacional com os exércitos de mais de 50 países para combater epidemias.

O mundo de hoje não é um lugar pacífico, ainda com demonstrações da mentalidade da “Guerra Fria”, de hegemonia e de políticas de poder a surgirem contra a corrente da História. Há ameaças tradicionais e não tradicionais entrelaçadas e sobrepostas. A incerteza é como uma nuvem negra sobre as cabeças das pessoas.

Face a este mundo turbulento, os militares chineses saem para o exterior para colaborar em iniciativas de segurança global, assim contribuindo para a tranquilidade e a paz no Mundo.

Conteúdo Institucional CMG.

Artigo publicado em parceria com a Associação Portuguesa de Imprensa

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