O ciclista João Almeida, de 23 anos, natural de A-dos-Francos, nas Caldas da Rainha, conquistou, pela primeira vez na carreira, o título nacional de fundo de ciclismo, nos campeonatos que se realizaram em Mogadouro, Bragança. Este foi mais um título que o ciclista arrecadou e juntou aos restantes do seu palmarés.

O ciclista, que corre pela UAE-Emirates, apresentou o primeiro marco do seu percurso em 2014, ao vencer, em estrada, os títulos de campeão de Portugal de estrada e de campeão de Portugal do contrarrelógio. E em pista, ao arrecadar o título de campeão de Portugal de corrida por pontos, no mesmo ano, ambos no escalão de cadetes. Almeida representa de forma clara a evolução do ciclismo a nível mundial. Hoje em dia é até possível fazer apostas nos seus ciclistas favoritos à vitória através de plataformas como a AstroPay Bet365.

A partir daí, com o “somar dos anos” vieram também o “somar dos títulos”. Destacou-se, em 2016, ano em que se tornou duplo campeão de Portugal de ciclismo em estrada e de contrarrelógio. Em 2017, obteve o primeiro sucesso na terceira etapa do Tour de Mersin e terminou a segunda etapa da Toscana-Terre de Cyclisme em quarto posto. A carreira de Almeida alavancou, em 2018, quando assinou com a equipa Hagens Berman-Axeon, dos Estados Unidos da América, e foi com essa camisola que se tornou o primeiro ciclista português a conseguir o Liège-Bastogne-Liège Esperanças.

Em 2019, ganhou ainda títulos nacionais em estrada nas esperanças e classificou-se como quarto e melhor jovem do Tour de Utah. Em 2020, passou para o UCI World Team Deceuninck-Quick Step (uma equipa profissional da Bélgica), onde alcançou o terceiro lugar da Volta a Burgos e o sétimo e melhor jovem do Tour de l’Ain. Conseguiu ainda o terceiro lugar na Semana Internacional Coppi e Bartali. Participou no Giro de Lombardia, que abandonou, e acabou em segundo do Giro de Emília, a nove segundos de Aleksandr Vlasov, ciclista profissional russo.

Fez a sua primeira grande volta no Giro d’Italia, onde se apoderou da camisola rosa – a primeira para um corredor português, desde Acácio da Silva, em 1989. E acrescenta-se ainda a vitória na etapa de Etna. O ciclista foi o jovem com menos de 23 anos que conseguiu manter a camisola rosa durante mais tempo no Giro d’Itália e o terceiro em atividade com mais dias de camisola rosa. Terminou o Giro d’Itália de 2020, em quarto lugar, aquela que terminou por ser a melhor classificação de um português na prova.

Este ano, João Almeida foi forçado a abandonar a Volta a Itália, depois de ter testado positivo à COVID-19, quando ocupava o quarto lugar da classificação geral individual. Mauro Gianetti, diretor da UAE Emirates, referiu, ao O Jogo, que a equipa está “triste” com a desistência do corredor português. “Estamos, obviamente, muito tristes, porque o João e a equipa de apoio estavam a realizar uma excelente corrida. Os nossos objetivos passavam pelo pódio do Giro e a camisola branca como melhor jovem (…) é uma má notícia, mas esta é a realidade que vivemos todos os dias há dois anos. Temos que aceitar e olhar para frente. Agora o mais importante é que João se recupere o quanto antes”, afirmou o chefe da equipa. João Almeida seguiu para um estágio de altitude no principado de Andorra, “para recuperar a forma devido à COVID-19”, confirmou o próprio, também ao jornal O Jogo.

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