Cerca de cinco mil operacionais vão estar destacados para responder nos próximos dias ao aumento de risco de incêndio, com maior incidência em seis concelhos, devido à subida da temperatura, informou hoje a Proteção Civil.
Em conferência de imprensa, que decorreu esta tarde na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o 2.º comandante operacional nacional, Miguel Cruz, deu conta de um reforço de meios nos próximos dias, numa altura em que estão em perigo máximo de incêndio seis concelhos dos distritos de Castelo Branco, Santarém e Faro.
Em causa estão os concelhos de Proença-a-Nova (Castelo Branco), Vila Nova da Barquinha, Tomar (Santarém), Loulé, São Brás de Alportel e Tavira (Faro).
“Vamos ter um aumento de perigo de incêndio, em virtude de uma corrente do leste que nos tratará um incremento da temperatura, associado a uma intensidade do vento. No sábado e no domingo poderá ocorrer trovoada, o que é sempre um fator de preocupação, porque se não ocorrer precipitação poderá originar ignições”, alertou.
Segundo Miguel Cruz, “o dispositivo de combate a incêndios florestais vai ser incrementado para o nível amarelo” e feito um incremento de âmbito nacional nos concelhos de maior risco, com a presença de três grupos de reforço de combate a incêndios florestais dos corpos de bombeiros, que serão localizados nos distritos de Vila Real, Castelo Branco e Faro.
Haverá ainda um incremento de meios das forças permanentes da força especial da proteção civil, com presença nos distritos de Castelo Branco, Guarda, Braga e Santarém e da unidade de intervenção da GNR.
“Naturalmente teremos também aqui um enfoque importante para a vigilância, coordenado pela Guarda Nacional Republicana, e um papel de intervenção de todos os agentes do dispositivo da qual fazem parte as equipas de sapadores florestais e os bombeiros, num total efetivo de cerca de cinco mil operacionais que estarão neste momento preparados para responder a todas as situações que venham a acontecer”, apontou.
De forma a prevenir o risco de incêndio, o responsável da ANEPC chamou a atenção para a adoção de um conjunto de comportamentos “responsáveis”, apelando às pessoas para “evitar o uso de fogo em todas as atividades que possam originar ignições” e lembrou que estão proibidas as queimadas e a utilização de maquinaria em espaços florestais localizados em zonas de maior risco de incêndio.
Seis concelhos dos distritos de Faro, Santarém e Castelo Branco estão hoje em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA colocou também vários concelhos dos distritos de Faro, Évora, Beja, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Guarda, Lisboa, Leiria, Coimbra, Viseu, Vila Real e Bragança em perigo muito elevado e elevado de incêndio.
O perigo de incêndio vai manter-se elevado em algumas regiões do continente pelo menos até segunda-feira devido à previsão de tempo quente, prevendo-se temperaturas máximas entre 30 e 35 graus Celsius, com valores mais elevados, da ordem de 40 graus, na Beira Baixa, vale do Tejo e interior do Alentejo.
A ANEPC determinou a passagem ao Estado de Alerta Especial (EAE), nível Amarelo, para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), entre o período compreendido entre as 00:00 horas do dia 10 e as 23:59 do dia 14 de junho, para todos os distritos do continente.

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