O PSD manifestou-se preocupado com as acessibilidades e infraestruturas do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, alertando que a orçamentação da obra não as assegura e a câmara não tem verbas para suportar os custos.
As preocupações constam numa pergunta, divulgada hoje pela Distrital de Évora do partido, dirigida à ministra da Saúde, Marta Temido, por um grupo de 12 deputados sociais-democratas, incluindo Sónia Ramos, eleita por este círculo eleitoral.
“O governo iniciou a construção de uma ilha, não assegurando, na orçamentação da obra, projetos de acessibilidades e infraestruturas e projetos de especialidades”, afirmam, na pergunta, os parlamentares do PSD.
Assinalando que a ministra foi questionada sobre o assunto no parlamento, durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), o PSD indica que Marta Temido respondeu que as acessibilidades e infraestruturas serão desenvolvidas “internamente pela autarquia”.
“Foi, no entanto, publicamente assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Évora a incapacidade financeira do município para suportar os custos de infraestruturas e acessibilidades que a tutela diz lhe serem devidos”, sublinham.
Os deputados do PSD realçam ainda que, na mesma audição, a titular da pasta da Saúde afirmou que a construção do novo Hospital Central do Alentejo “ficará concluída entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024”.
Com a pergunta, os parlamentares sociais-democratas querem saber se a tutela garante a “orçamentação da verba necessária para a construção das acessibilidades, infraestruturas, rede de abastecimento de água e saneamento”.
“Para quando se prevê a conclusão desses projetos da especialidade e qual a entidade responsável pela elaboração de cada um deles?”, questionam, pedindo também informações sobre o processo de expropriações para a construção das acessibilidades.
Entre outras perguntas, os deputados querem ainda saber se as obras estarão concluídas no final de 2023, “de forma a não se perder o financiamento do PO [Programa Operacional] Regional”, e os motivos pelos quais o projeto não foi integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O novo Hospital Central do Alentejo está a ser construído na periferia de Évora, num investimento total de cerca de 210 milhões de euros.
A futura unidade hospitalar vai ocupar uma área de 1,9 hectares e ter uma capacidade de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487.
Com 30 camas de cuidados intensivos/intermédios e 15 de cuidados paliativos, o novo hospital vai ter, entre outras valências, 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para ambulatório e dois de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

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