O presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) disse ontem que a redução de incêndios “tem sido mais expressiva” nas regiões do Norte, Centro e Vale do Tejo, do que no Algarve e Alentejo.
“Desde 2017, que no Norte, Centro e Vale do Tejo há uma alteração do padrão naqueles dias muitos difíceis, mas no Alentejo e Algarve, embora haja menos incêndios eles continuam a acontecer pelo uso de maquinaria porque de facto a vegetação está muito seca e qualquer faísca pode gerar um incêndio, nomeadamente nos dias de vento e é o que temos tido, que é um problema grave”, disse Tiago Oliveira, na cerimónia de apresentação da campanha “Portugal chama” a empresas portugueses no Ministério da Economia e do Mar.
O presidente da AGIF avançou que, em cinco anos, Portugal conseguiu diminuir o número de fogos de 20 mil para menos de 10 mil devido essencialmente à “alteração de comportamentos” das populações.
No entanto, sustentou que essa alteração de comportamento “está a observar-se com padrões diferentes”, uma vez que “as pessoas usam o fogo de forma diferenciada entre o Norte e o Sul”.
Segundo Tiago Oliveira, há “uma redução muito clara” no Norte, Centro e Vale do Tejo, mas “essa redução não é tão expressiva” no Algarve e Alentejo, porque “os incêndios têm outras causas que não são tanto a atividade humana da utilização do fogo”, resultando de atos acidentais devido aos trabalhos agrícolas com maquinaria.
O presidente da AGIF recordou que as queimas e queimadas e o uso de máquinas agrícolas são proibidas na época de verão em dias de risco máximo de incêndio, dando conta que são responsáveis por mais de metade dos incêndios.
A campanha “Portugal Chama”, uma iniciativa da AGIF que contou com a presença do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, e com vários empresários, tem como objetivo sensibilizar as empresas para que alertem os seus colaboradores e clientes para a necessidade de evitar comportamentos de risco e contribuir para a redução do número de ignições.
Tiago Oliveira considerou que o contributo dos empresários “é fundamental para reduzir o número de incêndios”.
Na cerimónia, o ministro da Economia e do Mar apelou também aos empresários para participarem neste “desígnio nacional” da proteção da floresta e minimização do risco de incêndio.

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