O novo reitor da Universidade de Évora (UÉ) vai ser eleito, na quinta-feira, pelo conselho geral da academia, que se reúne para escolher qual dos quatro candidatos ao cargo, todos da ‘casa’, sucede a Ana Costa Freitas.
A disputa eleitoral vai ser entre quatro professores da UÉ, uma vez que a única candidata de fora da instituição desistiu da ‘corrida’, revelou hoje à agência Lusa fonte da academia alentejana.
Rita Louro Guerreiro, professora numa instituição dos Estados Unidos, apresentou a sua candidatura, que foi admitida pela comissão eleitoral, mas já não participou na audição pública para apresentação do seu programa e acabou por desistir, indicou a mesma fonte.
A lista de candidatura passou a ser constituída pelos professores da UÉ José Bravo Nico, do Departamento de Pedagogia e Educação, António Candeias, de Química e Bioquímica, Paulo Quaresma, de Informática, e Hermínia Vilar, de História.
Segundo a academia alentejana, o reitor é eleito pelo conselho geral da universidade para um mandato de quatro anos.
“O reitor deve ser uma personalidade de reconhecido mérito e experiência profissional relevante e possuir uma visão estratégica adequada à prossecução da missão e dos objetivos da universidade, estatutariamente definidos”, pode ler-se num edital, divulgado em 03 de janeiro.
O conselho geral da UÉ é constituído por 25 membros, nomeadamente 13 representantes de professores e investigadores, três dos estudantes, dois do pessoal não docente e não investigador e sete personalidades externas.
A cerimónia de tomada de posse do novo reitor da Universidade de Évora está prevista para 09 de maio.
A atual reitora da UÉ, Ana Costa Freitas, que cumpre o seu segundo mandato, está impedida de se recandidatar ao cargo, devido à limitação de mandatos.
Professora do departamento de Fitotecnia da UÉ, desde 2002, Ana Maria Ferreira Silva Costa Freitas, de 67 anos, é reitora da academia alentejana desde maio de 2014.
A Universidade de Évora foi fundada em 1559, 22 anos depois da Universidade de Coimbra.
Duzentos anos após a fundação, a instituição encerrou, em consequência do decreto de expulsão dos jesuítas.
Só em 1973, por decreto do então ministro da Educação Nacional, Veiga Simão, foi reinstalada em Évora uma instituição universitária.
As aulas recomeçaram em 10 de Novembro de 1975.

SM // RRL
Lusa

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