Portugal registou 65.706 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, um novo máximo desde o início da pandemia, e mais 41 mortes associadas à covid-19, indicam os números hoje divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
Segundo o boletim epidemiológico diário, hoje estão internadas 2.249 pessoas, uma descida significativa nas últimas 24 horas – menos 64 do que na quarta-feira.
Verificou-se também uma descida nos internados em unidades de cuidados intensivos, que são agora 147 (menos sete do que no dia anterior).
Já o número de casos ativos aumentou para 558.129, uma subida acentuada de mais 42.167 casos.
Nas últimas 24 horas, 23.498 pessoas foram dadas como recuperadas, para um total de 1.865.651, e foram colocados em vigilância mais 26.524 contactos, que totalizam agora 573.235.
Desde março de 2020, foram infetadas em Portugal 2.443.818 pessoas com o SARS-CoV-2 e foram declaradas 19.744 mortes associadas à covid-19.
Das mortes com covid-19 nas últimas 24 horas, 17 aconteceram na zona de Lisboa e Vale do Tejo, 15 na região Norte, 4 na região Centro, 3 no Alentejo e 2 no Alentejo. Das pessoas com covid-19 que morreram, 10.383 eram homens (+24) e 9.361 eram mulheres (+17).
Por idades, 23 das pessoas que morreram tinham mais de 80 anos, tendo-se verificado também uma morte na faixa etária entre os 30 e os 39 anos, sete entre os 60 e os 69 anos e 10 entre os 70 e os 79 anos.
A maior parte dos novos contágios foi diagnosticada na zona Norte, com 27.594 infeções (com um total de 932.779 casos e 6.004 mortes com covid-19 desde o início da pandemia).
Na região de Lisboa, há agora mais 18.590 infeções, totalizando 910.810 contágios e 8.323 mortes associadas à covid-19 desde março de 2020, enquanto a região Centro regista 11.430 novos casos (336.655 no total e 3.469 mortes).
No Algarve, foram infetadas nas últimas 24 horas mais 2.883 pessoas (total de 93.525 contágios e 622 mortes com covid-19) e no Alentejo mais 2.713 (total de 81.018 casos e 1.116 mortes).
Na região autónoma dos Açores, foram diagnosticadas 1.552 infeções nas últimas 24 horas, para um total de 28.113 casos desde o início da pandemia e 56 mortes atribuídas à covid-19, enquanto na Madeira se registaram 944 novos contágios, num total de 60.624 e 154 mortes com covid-19.
Por idades, 10.156 dos contágios das últimas 24 horas verificaram-se em crianças até 9 anos de idade; 10.853 na faixa etária dos 10 aos 19 anos; 8.671 entre 20 e 29 anos; 11.279 entre 30 e 39 anos; 12.633 entre 40 e 49 anos; 5.707 entre 50 e 59 anos; 3.132 entre 60 e 69 anos; 1.837 entre 70 e 79 anos; e 1.401 em pessoas com 80 anos ou mais.
O SARS-CoV-2 já infetou pelo menos 1.145.045 homens e 1.296.120 mulheres em Portugal. Há ainda 2.359 casos de sexo desconhecido que estão sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de forma automática.
A incidência nacional de infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 aumentou para 5.728,4 casos por 100 mil habitantes, assim como o índice de transmissibilidade (Rt), que está agora em 1,17, segundo dados que a DGS divulgou na quarta-feira.
A taxa de incidência nacional passou dos 5.322,6 casos de infeção por 100 mil habitantes a 14 dias registados na segunda-feira para os 5.728,4 registados na quarta-feira.
Depois de ter estado a descer nas últimas semanas, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – voltou a subir, passando dos 1,15 a nível nacional registados na segunda-feira para os 1,17 registados na quarta-feira.
Os dados do Rt e da incidência de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias – indicadores que compõem a matriz de risco de acompanhamento da pandemia – são atualizados pelas autoridades de saúde à segunda-feira, à quarta-feira e à sexta-feira.
A covid-19 provocou 5.625.889 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.
A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.
A nova variante Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

SBR // HB
Lusa

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