Integrando a Rede de Cidades Circulares, no âmbito da implementação de um plano de acção para a economia circular, o Município de Monforte promoveu, no passado dia 20, no auditório do CEFUS (Centro de Estudos, Formação e Universidade Sénior), uma primeira reunião, para a qual convocou vários parceiros, agentes económicos e sociais, e que serviu para preparar a constituição do Grupo de Acção Local (GAL) responsável pela implementação do Plano de Acção Local para a circularidade.

O critério utilizado para a escolha deste primeiro grupo de parceiros teve como base o seu peso económico e social no concelho. Considerou-se, porém, que este não seria um processo fechado, podendo ser chamados mais elementos da comunidade, que, face aos objectivos do Município, apresentem maior capacitação e sejam determinantes em termos económicos e sociais para a mobilização de outros agentes.

O objectivo do Plano de Acção Local para a circularidade passa por envolver diferentes agentes económicos, sociais e comunidade em geral, num processo participativo que permita definir as acções a implementar. Pretende-se que sejam os parceiros a definir essas acções, constituindo-se um Grupo de Acção Local que permita, de futuro, a sua concretização e o financiamento no âmbito de programas como os da transição climática e digital.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Monforte, Gonçalo Lagem, explicou a importância do INC2 (Iniciativa Nacional Cidades Circulares) para a inserção do concelho em contextos mais alargados, que permitam aos agentes locais partilharem experiências e, em simultâneo, divulgarem os seus projectos e se empenharem num processo de cocriação para a circularidade.

De acordo com a sua estratégia municipal, o Município de Monforte assume uma estratégia territorial de desenvolvimento que tem como visão a valorização e valoração dos recursos endógenos, como o seu capital biofísico e humano, pretendendo dotar os agentes económicos e sociais das ferramentas e instrumentos para a transição digital e energética, atrair mais investimento e postos de trabalho qualificado para o território, preservar os recursos naturais e biofísicos, promover a capacitação dos recursos humanos através da sua formação e qualificação e tornar o território mais atrativo e competitivo no contexto da região e do país.

Considerando os constrangimentos existentes para o financiamento futuro de ações, ressalvou-se a importância de um plano de ação que permita o seu enquadramento nos instrumentos de política e a candidatura dos projetos no âmbito dos programas regionais e programas temáticos.

Outra questão abordada, pela sua pertinência para os territórios de baixa densidade, foi a escala dos investimentos nas ações, pois o plano de ação sendo local, nomeadamente no setor económico, há que ter em consideração a dimensão das empresas no contexto regional e nacional. Assim, foi referida a importância que estas ações possam envolver outros agentes económicos sub-regionais ou da região, nomeadamente na agricultura, agroindústria e construção. A justificação foi feita com base na quantidade de resíduos gerados por estes setores e a possibilidade de replicação dos processos, numa lógica de conetividade territorial.

Os participantes congratularam-se com a iniciativa municipal e disponibilizaram-se para integrar o GAL.

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