A presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, eleita pelo PSD/CDS-PP, vai gerir o município com maioria, apoiada por um vereador independente, numa decisão aprovada hoje na reunião de câmara.
Na reunião ordinária, transmitida ‘online’ e acompanhada pela agência Lusa, foi aprovada por maioria, com duas abstenções dos eleitos do PS, a entrada no executivo, em regime de permanência e exclusividade, do vereador Nuno Lacão, eleito pelo movimento Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP).
O executivo municipal de Portalegre, saído das autárquicas de setembro, ficou composto por três eleitos da coligação PSD/CDS-PP, dois do PS e outros dois da CLIP, movimento que tinha liderado a autarquia nos dois mandatos anteriores.
Contactada pela Lusa, fonte do município revelou que o vereador Nuno Lacão vai ficar responsável pelos pelouros da energia, equipamento rural e urbano e espaço público, obras privadas e defesa do consumidor.
No decorrer da reunião de câmara, a presidente da câmara, Fermelinda Carvalho, justificou com o “volume de trabalho” existente a passagem de Nuno Lacão para as funções de vereador em regime de permanência e exclusividade.
Outro dos motivos que a autarca apontou foi o facto de estarem, nesta altura, a ser passadas para a câmara várias competências por parte do Estado, pelo que existe a “necessidade” de ter mais um vereador a tempo inteiro.
Contactado pela Lusa, o presidente da CLIP, Adriano Bailadeira, explicou que o movimento independente foi “imediatamente” informado do “convite” feito ao vereador Nuno Lacão, sublinhando ainda que os movimentos independentes, em relação a este tipo de matérias, funcionam de “forma diferente” dos partidos políticos.
“Nós sempre dissemos que a oposição deveria fazer parte da solução e não do problema. Foi isso que dissemos durante os últimos quatro anos e, agora, estamos a tentar ser consentâneos com essa nossa posição”, disse.
Adriano Bailadeira considerou que esta decisão poderá ser “um caminho válido” para concretizar alguns dos projetos que a CLIP tem ‘em carteira’ e que apresentou no seu programa eleitoral.
Além de defender que os dois vereadores da CLIP devem manter no executivo uma “oposição construtiva”, Adriano Bailadeira explicou que a decisão tomada pelo vereador Nuno Lacão foi “pessoal”, sendo esta também uma “marca” dos movimentos independentes.
“É uma escolha sempre pessoal. Nós, nos movimentos, temos essa individualidade, apesar de falarmos uns com os outros e tomarmos decisões com base num sentimento coletivo, mas será sempre uma escolha pessoal, não se vai obrigar ninguém a fazer nada”, acrescentou.

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