Depois de, no passado fim de semana, se ter reunido a Comissão Política do Partido Socialista (PS) elvense, onde se votou por unanimidade que Nuno Mocinha, Cláudio Monteiro e Vitória Branco iriam assumir funções, “não virando as costas aos eleitores que depositaram a sua confiança no PS”, mas sem assumirem qualquer pelouro autárquico, eis que se realizou nova reunião da mesma Comissão Política na noite de ontem, quarta-feira, dia 6, onde se terá decidido, segundo apurou o Linhas de Elvas, precisamente o contrário, ou seja, todos assumirão pelouros de Rondão Almeida.
Nuno Mocinha, que também tomará posse deverá, logo de imediato, renunciar ainda antes da reunião de atribuição dos pelouros para posteriormente enveredar por outra actividade dando lugar à entrada do vereador Tiago Afonso, que também deverá aceitar pelouros autárquicos.

Paralelamente às negociações com o PS, e conforme declarações ao jornal Linhas de Elvas, o comendador José Rondão Almeida garantia que não vai “dar pelouros a quem não aceita”, mas promete “insistir” na atribuição de pelouros “na primeira reunião com os eleitos” e um desses pelouros será provavelmente atribuído a Paula Calado, candidata pela coligação PSD/CDS-PP, que assegurou igualmente um mandato na autarquia. Segundo também apurou o Linhas de Elvas, Rondão Almeida entregará o pelouro igualmente remunerado da Educação e Cultura à vereadora em troco de este “aceitar duas propostas eleitorais” do programa da coligação, a saber a realização de um certame agrícola e acabar ou renegociar o contrato com a aqualia.

Se todos os eleitos das diversas forças concorrentes aceitarem os pelouros distribuídos pelo Movimento da Espiga, como tudo indica que sim, Rondão Almeida governará o concelho com uma inédita “super maioria absoluta” de sete vereadores.

O Linhas apurou igualmente que a decisão saída ontem da Comissão Política Concelhia do PS não terá sido pacífica, tendo alguns membros abandonado a mesma por “discordarem dos volte-face verificados em menos de uma semana”.

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