Realizaram-se ontem, dia 6 de Setembro, as eleições para os órgãos da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.

A lista A, liderada por Maria Luísa Tavares Moreira, venceu as eleições com os 83 votos. A lista B, encabeçada por Ana Margarida Bicho, obteve 80 escrutínios. Do sufrágio saíram ainda 3 votos brancos e um nulo.

Na sua página pessoal de facebook, a candidata vencedora congratula-se com os resultados obtidos, afirmando que “mesmo que a vontade dos Irmãos tivesse ido noutro sentido, eu teria ganhado muito. Foram tempos de fazer verdadeiras amizades. A lista que lidero revelou-se coesa, amiga, cúmplice, disponível. Tenho de lhes agradecer a forma como sempre me apoiaram”, refere.

Quanto ao futuro, Maria Luísa Moreira esclarece que “o que nos move é o Bem e prometemos trabalhar de coração aberto, com toda a força que nos anima, pela Instituição e pela comunidade. A todos os que nos apoiaram, o meu obrigada. Aos que tinham outra vontade, prometo respeito e disponibilidade para trabalhar com todos. A SCMP precisa de incluir, não de excluir”, conclui.

Um processo atribulado, com contornos políticos à mistura

Em anterior entrevista concedida ao Linhas de Elvas, João Paulo Torres Pereira, que assumira a provedoria da Misericórdia de Portalegre no início de 2019, afirmou que “a Santa Casa da Misericórdia de Portalegre tem sido vítima de ‘mentiras e calúnias’, estando a ser alvo das chamadas «conversas de café, o que é preocupante porque as pessoas não se preocupam se aquilo que dizem e ouvem é verdade ou mentira, o que é muito complicado para nós”.

Com base nestas ditas conversas de café e após diversas queixas no Ministério Público, a PSP efectuou posteriormente, há sensivelmente um ano atrás, buscas na Santa Casa da Misericórdia de Portalegre por suspeitas de crimes lesivos de bem jurídico patrimonial, mas não constituiu arguidos nem efectuou detenções.

A operação policial centrou-se na sede da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre , em duas casas de acolhimento geridas pela instituição e em residências particulares. A operação terminou com a recolha de “muita prova”, que foi analisada por peritos informáticos e de contabilidade. A investigação foi delegada pelo Ministério Público da Comarca de Portalegre, entidade que dirigiu o respetivo processo.

Os crimes lesivos de bem jurídico patrimonial poderiam estar relacionados com movimentação de capitais, contratos de compras e a forma como são geridos esses capitais – a gestão de fundos, no caso de uma instituição particular de solidariedade social (IPSS).

No entanto nada de provou e o processo foi recentemente arquivado.

Fundada há mais de 500 anos, a Santa Casa da Misericórdia de Portalegre é uma das mais antigas de Portugal. Conta nos dias de hoje com três centenas e meia de utentes, distribuídos por uma dúzia de valências, com faixas etárias que vão desde a infância à terceira idade.

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