Pedro Efe, actor, produtor e realizador natural de Barbacena, no concelho de Elvas, faleceu terça-feira, dia 31 de Agosto, aos 78 anos de idade.
Figura central do cinema português, Pedro Efe ocupou uma grande diversidade de funções em produções nacionais e internacionais para cinema e televisão. Estreou-se em 1967 enquanto intérprete, no filme “Um Campista em Apuros”, de Herlânder Peyroteo, tendo actuado em mais de 40 filmes e séries de televisão ao longo de cinco décadas. A sua última participação foi em 2020 na série “Terra Nova”, de Joaquim Leitão.
Na década de 70 trabalhou como assistente de imagem de realizadores como António de Macedo (“A Promessa”, 1972), Fernando Matos Silva (“O Mal Amado”, 1973), Manoel de Oliveira (“Benilde ou a Virgem Mãe”, 1975), Alberto Seixas Santos (“Brandos Costumes”, 1975), José Fonseca e Costa (“Kilas, o Mau da Fita”, 1980) e Joaquim Leitão (“Duma Vez por Todas”, 1986).

Tendo desempenhado ainda as funções de grupista, maquinista, electricista e fotógrafo de cena, Pedro Efe foi produtor e autor de obras originais, incluindo uma série de documentários sobre a história do cinema português que surgiram no final dos anos 90.
Para além do documentário “O Vinho Essa Serena e Nobre Bebida” (1993), realizou, com Manuel Mozos, o filme “Tobis Portuguesa” (2010).
Em 2019, a Academia Portuguesa de Cinema atribuiu-lhe o Prémio Sophia de Carreira.

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