Na passagem de mais um aniversário deste semanário, que Elvas vê surgir nas bancas faz já 71 anos, muito se tem dito sobre o seu percurso nas diversas etapas destas sete décadas. Dos problemas económicos derivados das cíclicas crises pelas quais o país e o Mundo têm passado até às tensões políticas e défice de democracia, todos estes temas têm sido lembrados sempre que chegamos a Setembro, um mês que muito nos diz por ser aquele que viu nascer o Linhas de Elvas, por igualmente ser neste mês que faleceu o seu fundador mas porque é igualmente a época do ano mais emblemática e introspetiva para a vasta comunidade elvense espalhada pelo Mundo, que nunca dispensou as festas religiosas da cidade, o Senhor Jesus da Piedade e os Pendões.
Neste ano atípico, o segundo da era Covid, voltamos a não poder conviver na mata da Piedade, beber um copo rodeados de amigos no Tif-Taf, acompanhar a maior manifestação religiosa do Alentejo. Mas temos o privilégio, isso sim, de continuarmos no meio dos nossos leitores nas diversas edições informativas deste septuagenário projecto.
A melhor dádiva e alento que uma empresa pode ter é sempre a satisfação do seu consumidor final. No nosso caso do vasto público leitor. Na sequência disto vem a consideração das instituições públicas e a aposta das empresas investidoras. Mas tudo isto só se conquista com uma equipa de bons profissionais. E se no Linhas nos orgulhamos dos nossos leitores e anunciantes, engrandece-nos a jactância, o brio e a entrega diária da pequena equipa que nos compõe.
Estamos no limite dos limites, não poderíamos trabalhar com menos gente. Porém, no dia-a-dia, enquanto director, vejo empenho, garra, dedicação. Mas vejo também companheirismo e amizade. E se muitas vezes me apeteceu já, enquanto timoneiro, atirar a toalha ao chão, rapidamente desisto porque quem comigo semanalmente se dedica de corpo o alma ao Linhas me dá força e me encoraja a seguir em frente. Fazendo as contas, sou já o jornalista que há mais tempo dirige este semanário. Concretamente trinta anos. O fundador manteve-se no leme apenas 29 anos.
Na passagem deste aniversário decidimos, entre todos e por sugestão do sector feminino do jornal (somos três vs duas), cada um fugir à rotina e dar a sua opinião. Relatar a sua experiência na casa, o seu labor, a sua entrega que, como muito bem confidenciam, não se limita a um sector específico: no Linhas todos somos tudo; todos escrevemos, todos paginamos, todos distribuímos, todos gerimos.

Uma dádiva!

João Alves e Almeida director

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