A taxa de desemprego do segundo trimestre deste ano “foi estimada em 6,7%, valor inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior”, tendo, no entanto, aumentado 1 p.p. em relação ao período homólogo, segundo o INE.
De acordo com as estatísticas do emprego referentes ao segundo trimestre de 2021, publicadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “a taxa de desemprego foi estimada em 6,7%, valor inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e superior em 1,0 p.p. ao do trimestre homólogo de 2020 e em 0,3 p.p. ao do 2.º trimestre de 2019”.
Segundo a entidade, no segundo trimestre deste ano “a taxa de desemprego foi superior à média nacional em quatro regiões do país”.
Assim, o INE destacou a taxa de desemprego no Algarve (10,2%), Região Autónoma da Madeira (8,4%), Alentejo (7,9%) e Região Autónoma dos Açores (6,8%), sendo que na Área Metropolitana de Lisboa foi de 6,7%, igual ao valor nacional, e inferior nas restantes duas regiões – Norte (6,3%) e Centro (6,2%).
O INE destacou ainda que a população desempregada, “estimada em 345,7 mil pessoas, diminuiu 4,0% (14,4 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 24,2% (67,3 mil) relativamente trimestre homólogo, o primeiro abrangido por uma declaração de estado de emergência”.
Por sua vez, “a população empregada (4810,5 mil pessoas) aumentou 2,8% (128,9 mil) por comparação com o trimestre anterior, 4,5% (208,9 mil) em relação ao homólogo e 0,8% (36,3 mil) relativamente ao 2.º trimestre de 2019 (dois anos antes)”, revelou o INE.
Segundo o instituto, a população empregada ausente do trabalho “diminuiu 37,5% (237,9 mil) em relação ao trimestre anterior e 63,1% (680,3 mil) relativamente ao 2.º trimestre de 2020”, sendo que doença, acidente ou incapacidade temporária foram os principais motivos “à semelhança do que usualmente se observa em segundos trimestres”, indicou a entidade.
Por isso, destacou o INE, “o volume de horas efetivamente trabalhadas registou um acréscimo trimestral de 10,6% e um aumento homólogo de 32,1%”, sendo que “em média, cada pessoa empregada trabalhou 35 horas por semana”.
Já a proporção da população empregada “que trabalhou sempre ou quase sempre a partir de casa com recurso a tecnologias de informação e comunicação, isto é, em teletrabalho, foi de 14,9%, abrangendo 717,0 mil pessoas”, revelou o INE.
O instituto indicou ainda que “a subutilização do trabalho abrangeu 654,2 mil pessoas, tendo diminuído 12,3% (92,2 mil) em relação ao trimestre anterior e 12,2% (90,9 mil) relativamente ao período homólogo”, sendo que a taxa de subutilização do trabalho, “estimada em 12,3%, diminuiu tanto em relação ao trimestre anterior (1,8 p.p.) como ao homólogo (2,0 p.p.)”.
O INE explicou que “em grande medida, a diminuição homóloga desta taxa esteve associada à redução do número de inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuraram emprego”.
Por fim, de acordo com o instituto, “a população inativa com 16 e mais anos (3645,1 mil pessoas) diminuiu 2,9% (107,8 mil) relativamente ao trimestre anterior e 6,7% (260,3 mil) em relação ao trimestre homólogo”.

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