Nas redes sociais, o Movimento Cívico por Elvas, de Rondão Almeida, divulgou uma mensagem da Marktest, a dar conta que, “até este momento”, a empresa “não teve conhecimento de que se tenha efectuado uma sondagem para o concelho de Elvas”.
A sondagem que o “Linhas de Elvas” efectuou não foi pela Marktest, mas sim pela empresa Eurosondagem, conforme consta na ficha técnica, de Rui Oliveira e Costa.

Atendendo a que está a pôr em causa a honorabilidade e independência do jornal “Linhas de Elvas”, ouvimos o nosso director, João Alves e Almeida, que declarou o seguinte: “Rondão Almeida já nos habituou, infelizmente, durante os anos em que esteve à frente da Câmara Municipal de Elvas, a não aceitar a maneira como funciona a democracia. A prova disso eram os constantes comunicados coloridos que todas as quintas-feiras Rondão Almeida emitia sempre que não gostava de algum artigo de opinião ou de alguma reportagem elaborada pelo ‘Linhas de Elvas’. Em tons intimidatórios, emitia um comunicado, que, normalmente, mandava assinar por outros, de forma cobarde, para combater o jornal ‘Linhas de Elvas’. Nós durante 20 anos resistimos, tal como muitos órgãos resistem na Venezuela ou em países que não são democráticos. Resistimos a este tipo de ataques constantes à comunicação social e à democracia. O ‘Linhas de Elvas’ publicou uma sondagem que pagou do seu próprio bolso à empresa Eurosondagem. Todos os candidatos tiveram oportunidade de comentar os resultados da sondagem. Obviamente não agrada a todos e estão no direito de não aceitar os resultados e acharem que não estão correctos. Estão no direito de o fazerem e é assim que funciona a democracia. O que não estão é no direito de porem em causa a honorabilidade e a credibilidade de um órgão de comunicação social que tem mais de 70 anos. Funcionamos democraticamente. Prova disso é que o ‘Linhas de Elvas’ irá dar, como sempre deu, espaço para todas as candidaturas apresentarem as suas propostas. Vai fazer isso com a candidatura de Rondão Almeida, assim como vai fazer com as candidaturas democráticas de Paula Calado, José Lérias Trindade, Nuno Mocinha e José Brinquete. Portanto, no ‘Linhas de Elvas’ não há diferenças de candidatos, sejam eles democráticos ou não. São todos tratados da mesma maneira. Enquanto director do ‘Linhas de Elvas’ lamento que Rondão Almeida utilize o nosso jornal para fazer política barata, tentando atirar areia para os olhos das pessoas, tal como está a fazer com a questão da água, pois parece que não foi no mandato de Rondão Almeida que foi assinado, e por ele como presidente, a entrega do serviço de águas à iniciativa privada. Pode atirar areia para os olhos dos elvenses, mas não o faça com quem trabalha com uma equipa que faz tudo o possível para ser independente. Mesmo sendo uma equipa pequena, somos um órgão credível. Portanto, não brinque com quem anda a trabalhar. Eu, enquanto cidadão eleitor no concelho de Elvas, lamento que Rondão Almeida esteja a misturar o movimento que criou e lidera, onde estão pessoas que respeito e admiro, utilizando-o para fazer chacota política, onde, apesar dos golpes baixos a que já nos habituou, não merecem ser imiscuídos neste tipo de guerrilhas”.

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