A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou o início da empreitada de construção do novo subtroço ferroviário Évora – Évora Norte do futuro Corredor Internacional Sul, num investimento de quase 87 milhões de euros.
Com o início desta empreitada, “a nova Linha de Évora já está integralmente em fase de obra”, sublinhou a empresa pública, em comunicado enviado à agência Lusa.
Segundo a IP, a empreitada, cujo auto de consignação já foi assinado, inclui a construção das superestruturas de via e catenária entre Évora e Elvas e tem um prazo de execução de 935 dias.
Envolvendo um valor de 86.989.263,98 euros, indicou a empresa pública, os trabalhos são desenvolvidos pelo consórcio que integra as empresas Somafel, Teixeira Duarte, Mota-Engil e Mota-Engil Railway Engineering.
O subtroço Évora – Évora Norte integra o traçado da nova Linha de Évora, com cerca de 100 quilómetros de extensão, dos quais 90 quilómetros são totalmente novos, entre esta cidade alentejana e a Linha do Leste, na ligação com a fronteira com Espanha.
De acordo com a IP, a empreitada abarca a construção de novo canal ferroviário, em variante à Linha de Évora, entre Évora (exclusive) e o quilómetro 121, e a modernização do atual traçado da Linha de Évora, entre o quilómetro 121 e Évora Norte.
A construção de pontes ferroviárias, de passagens desniveladas rodoviárias e de três estações técnicas e a instalação de infraestruturas necessárias à sinalização eletrónica, telecomunicações e GSM-R são outros dos trabalhos previstos.
O contrato relativo a esta empreitada será parcialmente objeto de apoio da União Europeia, através do programa Connecting Europe Facility (CEF), “ao abrigo de contrato de cofinanciamento, com uma taxa cobertura de 76,43%”, adiantou.
Este subtroço integra o futuro Corredor Internacional Sul, criado no âmbito do Programa de Investimentos na Expansão e Modernização da Rede Ferroviária Nacional “Ferrovia 2020”.
Segundo a IP, o Corredor Internacional Sul pretende reduzir o tempo de trajeto, em consequência da utilização de comboios de tração elétrica entre Sines e Caia, e “aumentar a eficiência e atratividade” do transporte ferroviário de mercadorias, ao permitir a circulação de comboios de mercadorias com 750 metros de comprimento.

SM // MLS
Lusa

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