O movimento AMAlentejo revelou hoje que vai realizar o seu terceiro congresso apenas em 2022, depois de terem sido obrigados a adiar o evento por duas ocasiões, devido à pandemia da covid-19.
“Face à pandemia já alterámos o congresso por duas vezes e a única certeza que nós agora temos é que ele não será feito em 2021”, lamentou Diogo Júlio, da comissão promotora do AMAlentejo, em declarações à agência Lusa.
De acordo com o responsável, o movimento ainda não definiu uma data para a realização do congresso em 2022, estando agora a desenvolver um conjunto de debates temáticos para preparar a iniciativa.
“Não nos atrevemos sequer a apontar uma data [para o congresso] e, por isso, avançamos com um conjunto de debates temáticos que ajudarão a preparar o congresso”, explicou.
Na sequência desta estratégia delineada pelo AMAlentejo, o Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino acolhe hoje, a partir das 17:30, uma das sessões preparatórias para a posterior realização do congresso.
De acordo com a organização, o debate temático agendado para Portalegre é subordinado ao tema “Desenvolvimento sustentável do Alentejo, biodiversidade, sistemas produtivos, trabalho com direitos”.
“Nós vamos contar com a participação da docente do Instituto Politécnico de Beja, Fátima Carvalho, que vem debater uma questão extremamente importante para nós, a água, o contributo da água para o desenvolvimento da região”, disse.
“O professor Paulo Brito, que é investigador e docente no Instituto Politécnico de Portalegre, vai abordar as questões relacionadas com os resíduos, que contributo podem dar para o desenvolvimento da região”, acrescentou.
Além destes dois oradores, Diogo Júlio indicou que o debate temático vai contar também com a participação da arquiteta e dirigente do Movimento “Chão Nosso” e de Inês Fonseca, que vai “denunciar” as questões relacionadas com as culturas intensivas, o uso de pesticidas e a necessidade de “travar” este sistema de produção para “salvaguardar” as populações.
“Independentemente do ponto de vista económico [culturas intensivas e uso de pesticidas] ser ou não ser rentável, há que trabalhá-lo no sentido de não criar ainda mais complicações às pessoas e aos resistentes que existem no Alentejo”, disse.
No debate temático vão ainda participar a coordenadora regional da União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA), Helena Neves, e o presidente da União Geral de Trabalhadores (UGT) de Portalegre, Marco Oliveira.
De acordo com Diogo Júlio, os dois sindicalistas vão abordar a temática do “trabalho com direitos, que não pode ser desassociado do desenvolvimento que queremos para a região”.
O AMAlentejo foi criado em abril de 2015 com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento económico e social do Alentejo, desenvolver ações conducentes à regionalização e apoiar, valorizar e defender o poder local democrático.
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