Uma laje votiva proveniente do Monte do Coelho, em Arronches, foi classificada por decreto publicado hoje no Diário da República (DR).
No diploma, o Governo designa como “tesouro nacional” uma laje votiva em língua lusitana proveniente do Monte do Coelho, em Arronches, distrito de Portalegre.
Esta valiosa peça é uma lápide votiva do séc. I a.C., encontrada em 1997 no Monte do Coelho, pelo munícipe Hélder Marques, escrita em língua lusitana, relatando a oferenda de sacrifícios de animais aos deuses. Na lápide lê-se a palavra ‘HARACVI’ que parece estar na origem da palavra ‘Arronches’, significando local de pocilgas, claramente associado à tradicional criação de porcos nesta região.
O Seminário de Coimbra e o esqueleto da Criança do Lapedo, descoberto em Leiria em 1998, são alguns dos bens, sítios e edifícios da região Centro igualmente classificados por decretos publicados hoje no DR.
O conjunto de Coimbra constituído pelos três edifícios do Seminário Maior, além dos jardins e muros envolventes, passa a ter o estatuto de “monumento nacional”. O conjunto de Coimbra constituído pelos três edifícios do Seminário Maior, além dos jardins e muros envolventes, passa a ter o estatuto de “monumento nacional”.
No concelho de Penela, também no distrito de Coimbra, o Conselho de Ministros reclassifica igualmente a Villa Romana do Rabaçal como “monumento nacional”.
A Igreja de São Miguel, em Castelo Branco, obtém a mesma classificação, que abrange o património móvel nela integrado, tendo sido redenominada como Sé de Castelo Branco – Igreja de São Miguel.
Em Leiria, é ampliada a área classificada da Igreja de Santa Maria de Coz, agora designada “monumento nacional”.
Outro dos decretos classifica como “tesouro nacional” o esqueleto da Criança do Lapedo e os “artefactos arqueológicos associados”, em depósito no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, assim como uma placa em mármore com representação escultórica da Virgem com o Menino, atribuída a Gregorio di Lorenzo, incorporada na coleção da empresa Parques de Sintra – Monte da Lua, e uma píxide (vaso em que são guardadas as hóstias consagradas) do século XVI, pertencente a uma coleção particular.
Um conjunto de 29 estelas decoradas, provenientes do Cabeço da Mina, em Vila Flor, distrito de Bragança, passa a ser também considerado “tesouro nacional”, segundo aquele decreto.

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