O inquérito ordenado pelo ministro da Administração Interna sobre os incidentes com a PSP e GNR no acompanhamento de vacinas da covid-19 em Évora acabou arquivado por “não haver matéria disciplinar”, mas com recomendação às forças de segurança.
Em causa está um incidente entre a PSP e a GNR nos primeiros dias do programa de vacinação sobre quem devia escoltar o transporte de vacinas no distrito de Évora.
Na sequência do incidente, o ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, determinou a abertura de um inquérito urgente por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).
A Inspetora-Geral da Administração Interna, Anabela Cabral Ferreira, disse à rádio TSF que a IGAI acabou por concluir “não haver matéria disciplinar”, apesar de se ter detetado “a necessidade de reforçar e densificar o dever legal de cooperação existente entre forças de segurança”.
Por isso, os responsáveis pelo inquérito propuseram ao MAI o arquivamento do inquérito, bem como “que fosse emitida uma recomendação”, algo que foi aceite por Eduardo Cabrita.
De acordo com a TSF, a recomendação foi emitida na semana passada e refere que as forças de segurança têm o “dever” de cooperar umas com as outras, sendo sublinhado aquilo que está previsto na Lei de Segurança Interna.
“Sendo determinada a intervenção das forças e serviços de segurança na execução de uma concreta missão, o dever de cooperação tem de ser cumprido de modo a potenciar a eficácia da execução conjunta”, é referido na recomendação, disponível no site da IGAI.
Segundo o documento, “as entidades envolvidas devem articular-se de modo a que qualquer escolho ou entropia seja removido, devendo a missão ser cumprida de maneira eficaz e com absoluta sintonia” entre as várias forças de segurança envolvidas”.
A recomendação foi remetida ao Comandante-Geral da GNR, Diretor Nacional da PSP e Diretor Nacional do SEF.
A TVI noticiou em dezembro que “um conflito de interesses entre PSP e GNR acabou por impedir a saída da carrinha que estava a fazer a distribuição da vacina na região Sul do país”.
“É à GNR que cabe a segurança destas carrinhas em todo o país, mas a PSP de Évora teve outro entendimento, por considerar que é a sua área de jurisdição”, refere a notícia publicada na página de Internet daquela estação de televisão.
Segundo a notícia, “a PSP acabou por bloquear e impedir a saída da carrinha que transportava o fármaco”.
“O conflito acabou por ser resolvido com uma escolta partilhada entre a GNR e a PSP”, disse também a TVI.

DD (RRL) // SB
Lusa

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