A exposição “Limbo”, do artista Luís Campos, foi inaugurada terça-feira, dia 18, no Paiol de Nossa Senhora da Conceição, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus.
A mostra apresenta um vídeo HD de 6`05”, com música de Rui Gato, realizado a partir de uma instalação de arte pública, integrada na Bienal da Luz, LUZBOA, Junho de 2004.
Na inauguração da exposição esteve presente o secretário de Estado do Planeamento, Ricardo Pinheiro, acompanhado do presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, assim como o coleccionador António Cachola e o artista Luís Campos.
O artista Luís Campos, nasceu em Lisboa em 1955, é licenciado em Medicina e iniciou o seu percurso expositivo na década de 80. Este integra a Coleção António Cachola, em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, e na sua obra “Limbo” o espetador observa corpos humanos suspensos numa dimensão entre o céu e a terra e remete-nos para toda uma reflexão sobre a condição humana física e espiritual. Numa época em que o foco está sobre os profissionais de saúde e na saúde dos corpos fica o convite para apreciar a obra em questão.
Limbo é um vídeo realizado a partir de uma fotografia de 605 cm X 605 cm, instalada no tecto de uma enorme caixa de luz. Esta fotografia era composta por 32 imagens de corpos nus sobre um fundo negro, numa organização formal centrípeta, corpos de pessoas de idade diversa, deitadas sobre um vidro e vistas à transparência, numa anamorfose provocada pela compressão contra o vidro.
No vídeo existe uma animação de cada uma das fotografias que preenchiam o painel, em movimentos de subida/descida, aproximação/afastamento, focagem/desfocagem. O vídeo, tal como a instalação, assume a semelhança com o tecto pintado de uma capela ou igreja invocando um motivo escatológico, e como tal religioso, que, tentando incorporar as marcas da contemporaneidade, remete para as cenas pintadas nos tetos das igrejas barrocas. O lugar, a forma e a música original de Rui Gato pretendem criar um espaço e um tempo de contemplação, que exige tempo ao espectador para que esse espaço se revele iniciático e a experiência assuma um carácter transcendente. O tema da luz aparece metaforicamente associado à ideia de iluminação, no sentido de quem é iluminado, tornando-se o vídeo tal como a instalação original, um espaço de luz. O fundo negro faz o raccord com o céu à noite. A imagem surge assim, entre o céu e a terra, nem céu nem terra, um não-lugar…
A visita à mostra, uma extensão da exposição no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, está sujeita a marcação, através dos contactos do MACE.

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