O secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, destacou hoje que foram efetuadas “mais de 1.100 visitas” a lares do Alentejo por diversas entidades públicas, desde o início da pandemia da covid-19.
O governante, que é o coordenador regional das medidas de combate à covid-19 no Alentejo, desde o dia 06 de abril de 2020, indicou que foram efetuadas “mais de 1.100 visitas” a “cerca de 317 lares” de idosos na região, por elementos da Proteção Civil, da Segurança Social e da Saúde.
Jorge Seguro Sanches, que falava no parlamento no decorrer de uma reunião da Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia e do processo de recuperação económica e social, destacou ainda o papel das Forças Armadas junto dos lares, ao longo dos últimos tempos.
“Isso [papel das Forças Armadas] teve um efeito positivo, porque hoje as desconformidades que encontrávamos no início do processo são muito mais reduzidas e este trabalho de articulação entre elas, acho que é um trabalho que eu acho que é importante”, sublinhou.
Questionado por uma das deputadas da Comissão Eventual sobre o período em que Beja esteve sem a presença de um médico de Saúde Pública – por não haver um destes profissionais na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) -, Jorge Seguro Sanches garantiu que essa questão “está bem resolvida” e que a função é agora ocupada pelo clínico Mário Jorge Santos, “que é um dos mais qualificados” nesta área no Alentejo.
“Apesar disso [falta de médico de saúde pública], não houve atrasos naquilo que tem a ver com os inquéritos epidemiológicos naquela região”, disse.
O responsável destacou ainda que a falta de recursos humanos foi suprida e que, “só no Alentejo”, no último ano e num contexto de pandemia, foram contratados “mais de 600 profissionais” para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“Quando eu disse, na primeira intervenção, que uma das grandes dificuldades que temos no Alentejo é a questão dos recursos humanos, eu penso que é de sublinhar pela Assembleia da República o papel importantíssimo que foi, neste período, ter-se reforçado em mais de 600 profissionais” o SNS, sublinhou.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.682.032 mortos no mundo, resultantes de mais de 121,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 16.743 pessoas dos 816.055 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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