Portugal tem hoje “uma base mais alargada” de opções do que há um ano para atacar, a partir de sábado, frente à Geórgia, a qualificação para o Mundial de râguebi França2023, disse o selecionador Patrice Lagisquet.
Em declarações à agência Lusa, o técnico francês destacou a presença de vários jogadores oriundos dos campeonatos franceses, em estreia na convocatória dos ‘lobos’, em vésperas do início do Europe Championship frente à seleção campeã em título.
“Temos um grupo entre 40 e 45 jogadores que podem jogar nesta equipa e ainda alguns jovens que não tiveram a primeira internacionalização, mas estão a treinar connosco e em condições de jogar. É muito interessante, temos muitas opções para escolher”, comentou Lagisquet.
Entre os 30 jogadores que prepararam, esta semana, o arranque do torneio que serve também de qualificação para o Mundial, destaca-se o regresso do médio de formação lusodescendente Samuel Marques, do Section Paloiose (Top 14), quase oito anos após a sua quinta e última internacionalização, em março de 2013.
Lagisquet não deixou passar em claro a presença deste importante reforço, mas destacou também as estreias do pilar Thibault Nardi (Blagnac) e do terceira linha Luigi Dias (Dax), em compensação pelas ausências do castigado Thibault Freitas e dos lesionados David Wallis e Manuel Cardoso Pinto.
A presença de jogadores dos campeonatos profissionais franceses no grupo, de resto, assume este ano uma importância ainda maior pela interrupção das competições nacionais em Portugal, devido à pandemia de covid-19, que já afetou a prestação da seleção na derrota frente à Espanha, em fevereiro, no último jogo do torneio de 2020.
Para compensar a falta de competição, Portugal fez dois jogos de treino frente ao Direito e ao Técnico.
“O jogo com a Espanha não foi bom, mas foi uma experiência importante porque percebemos que precisamos de ter competição. Um dos nossos pontos fortes é a velocidade e a mobilidade, que foram um ponto fraco nesse jogo. Não podes jogar ao mais alto nível quando não tens competição há cinco semanas. É muito tempo, mesmo com todos os estágios”, assumiu o técnico.
Nesse sentido, Patrice Lagisquet admitiu mesmo que “é bom” começar a qualificação para o Mundial já com a receção à Geórgia, vencedora do ‘Championship’ em nove dos últimos 10 anos, “para subir o nosso nível” antes das partidas com a Roménia (13 de março) e a Espanha (27 de março).
O Europe Chammpionship deste ano terá, também, um calendário adaptado devido à pandemia de covid-19, pelo que após os três jogos em casa, este mês, Portugal terá duas deslocações, à Bélgica ou aos Países Baixos e também à Rússia no mês de julho.
Uma alteração que acaba por ser do agrado do selecionador, que se mostrou convicto de que “a Federação Portuguesa de Râguebi tentará terminar as suas competições em maio e junho” para que os jogadores cheguem a essa fase com ritmo competitivo.
Além disso, o técnico lembrou que, nessa altura, “todos os jogadores estarão disponíveis, até mesmo os profissionais”, uma vez que não haverá competições nacionais nesse mês e Portugal terá a oportunidade de “ter a equipa completa”.
A qualificação europeia para o Mundial de 2023 será determinada pelo agregado de resultados do Europe Championship de râguebi, também conhecido como torneio das Seis Nações B, em 2021 e 2022.
Os dois primeiros classificados apuram-se diretamente para a competição, enquanto o terceiro irá disputar um torneio de repescagem mundial com seleções de outros continentes.
Portugal registou a sua única participação num campeonato do mundo de râguebi em 2007, também disputado em França.
 
SYL // AJO

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