A UGT Portalegre, em comunicado, congratula-se “com a decisão do Governo de submeter esta nova versão do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência a consulta pública, tendo presente que o mesmo tem em vista definir, exclusivamente, um programa de investimentos e reformas de curto e médio prazo que responda aos impactos da pandemia e que assegure a recuperação e a resiliência da sociedade e da economia”.

Em nota enviada à redacção do Linhas de Elvas, a UGT distrital “considera oportuno dar o seu contributo para este Plano” destacando os pontos relativos à “transição digital”, aos “cuidados de saúde primários”, à “área da educação” e às “infra-estruturas”. A UGT vê igualmente de bom grado o “alavancar do desenvolvimento da mobilidade transfronteiriça e a redução dos custos de contexto, nomeadamente através da construção da Ponte Internacional sobre o Rio Sever, ligando o concelho de Nisa a Cedillo”.

A estrutura sindical assinala ainda como positivo o aproximar da “capital de distrito à cidade de Elvas e fronteira do Caia, resolvendo o estrangulamento de Santa Eulália que impede a circulação de veículos pesados, construindo uma variante a esta localidade que permita a circulação de todos os tipos de veículos rodoviários”.

Nota positiva para os 171 milhões euros previstos para o “aproveitamento hidráulico de fins múltiplos do Crato”, que contempla a construção da tão ambicionada Barragem do Pisão, assim como a “diversificação da actividade agrícola, bem como uma evolução qualitativa da actividade económica, particularmente nos sectores da agro-indústria e turismo.”

A UGT Portalegre regista que esta nova versão “apresenta algumas alterações face à versão inicial”, como são investimentos fulcrais para o desenvolvimento desta vasta área de interior, mais concretamente o prometido “tornar o comboio como principal meio de transporte nacional” e concretizar a existência de “comboios entre todas as capitais de distrito”, assim como os previstos contractos de desenvolvimento territorial, ou uma nova política fiscal para o interior do país, ao nível do IRC, evidenciando ainda que “o elevado índice de pobreza não existe só nas áreas metropolitanas do país”.

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