A Câmara de Évora defendeu hoje que o apoio e financiamento de um “cluster” na área da Saúde para o Alentejo deveria constar do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cuja consulta pública terminou ontem.
Esta é uma das 12 propostas que constam do contributo que este município alentejano enviou no âmbito do período de consulta pública do PRR.
“É nosso parecer que a atual proposta de PRR não responde às necessidades essenciais de Évora, do Alentejo e do país para combater a crise social e económica, alavancar a retoma e apontar novos caminhos de desenvolvimento que a pandemia evidenciou. É, portanto, fundamental alterar o PRR”, disse a autarquia, em comunicado enviado à agência Lusa.
O Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, para aceder às verbas comunitárias pós-crise da covid-19, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções.
Uma das sugestões da Câmara de Évora é a “garantia de apoio e financiamento à criação de um ‘cluster’ (ou uma outra designação que se considere adequada) regional de saúde para o Alentejo”.
O novo Hospital Central do Alentejo e suas respetivas infraestruturas e a nova Escola de Saúde da Universidade de Évora são dois dos pilares desse “cluster”, que também poderia incluir “uma incubadora de empresas de Saúde a instalar junto ao novo hospital” ou “a requalificação e reforço dos cuidados públicos primários de Saúde”, entre outras valências.
Já na quarta-feira passada, em declarações à Lusa, o presidente do município de Évora, Carlos Pinto de Sá (CDU), tinha criticado o PRR, considerando que “trata mal todo o interior do país”, para onde não se preveem “grandes investimentos”.
“Fiquei desagradavelmente surpreendido” porque “acho que o documento trata mal todo o interior do país e, em particular, o Alentejo”, afirmou o autarca alentejano, na altura.
Nessas declarações, Pinto de Sá saudou logo como “uma excelente notícia para a mobilidade e qualidade de vida” da cidade a construção da variante nascente de Évora do Itinerário Principal (IP) 2, prevista no PRR, mas qualificou o projeto como “claramente insuficiente”.
A construção e dinamização de um terminal de mercadorias junto à cidade para servir a futura linha ferroviária entre Sines e Badajoz (Espanha), o lançamento de um programa de habitação acessível, a promoção da qualificação profissional, a criação de condições para a instalação de novas empresas e o apoio à requalificação da rede viária foram outras reivindicações do autarca.
E, segundo o comunicado de hoje, estas propostas estão plasmadas no contributo que a câmara enviou para o PRR.
Apoios à recuperação e resiliência das micro, pequenas e médias empresas, à fixação de trabalhadores e técnicos qualificados, com prioridade para o Serviço Nacional de Saúde, reforçar planos de erradicação da pobreza ou a criação de um programa de apoio para criar equipamentos estruturantes no interior são outras das sugestões incluídas no documento.
Já este sábado, a ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo defendeu a inclusão da nova Escola de Saúde que vai começar a funcionar na Universidade de Évora no PRR.

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