O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) voltou a alertar para a sobrecarga de trabalho das teletrabalhadoras, principalmente daquelas que são mães.
De acordo com o MDM, “a sobrecarga das tarefas domésticas e profissionais devido ao encerramento das escolas, a dificuldade em conciliar o teletrabalho com o cuidado aos filhos e a perda de salário associada à assistência a menores de 12 anos tornam impossível a conciliação entre trabalho e família”.
O MDM exige, por isso, “que se altere a lei em vigor”, de forma “a garantir que o apoio especial de assistência a filhos menores de 16 anos permita o pagamento a 100% do seu salário enquanto durar o confinamento e o encerramento dos equipamentos de apoio à infância e escolares, mesmo em período de férias e pausas escolares, bem como permitir que, caso um dos progenitores esteja em teletrabalho, este apoio possa ser concedido a qualquer dos progenitores, deixando essa opção ao casal, permitindo assim um apoio efectivo às crianças e a manutenção do rendimento familiar durante esta época tão difícil para as mulheres”.
Entretanto, o Núcleo de Portalegre do MDM manifestou “a sua solidariedade com todas as mulheres nesta situação”, em particular “com as trabalhadoras da Randstad em Elvas, que lutam pelo direito a ser mães num contexto em que a conciliação entre trabalho e família é impossível”.

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