A Associação de Futebol de Évora (AF Évora) e o seu Conselho de Arbitragem repudiaram as ameaças a Luís Godinho, árbitro do encontro entre o Sporting de Braga e o FC Porto, da Taça de Portugal.
O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol foi informado pelo juiz daquela associação “da existência de ameaças, que também foram feitas a familiares”, no seguimento do jogo, no qual o FC Porto acabou reduzido a nove unidades.
“Vêm a Direcção da AF Évora e o seu CA repudiar totalmente as ameaças recebidas pelo nosso árbitro, Luís Godinho, e pela sua família, bem como todas as afirmações ofensivas que atentam contra o seu bom nome, replicadas pela comunicação social”, afirmou a associação, em comunicado assinado pelo presidente, António Pereira.
A AFE manifesta “toda a solidariedade e apoio” a Luís Godinho e também ao seu árbitro assistente, Valter Rufo, da mesma associação, que diz que “constituem uma das melhores equipas de arbitragem portuguesas”, e espera “que os responsáveis por tais ameaças e afirmações ofensivas sejam levados à justiça”.
“O Luís Godinho é um exemplo para todos os árbitros, em especial para os mais novos, pelo percurso que tem construído, pelo seu exemplar profissionalismo e pela sua extraordinária dedicação à causa de arbitragem”, frisa o comunicado.
Sporting de Braga e FC Porto empataram 1-1, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal de futebol, num jogo em que os “dragões” acabaram com nove unidades.
O jogo ficou marcado pela grave lesão de David Carmo, lance que ditou a expulsão de Luís Díaz (70), numa decisão polémica de Luís Godinho, após visionar as imagens, que motivou fortes protestos dos portistas.
Uma agressão de Uribe a Esgaio provocou a expulsão de Uribe (90+7), pelo que os portistas terminaram o jogo reduzidos a nove.
Após o encontro, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, deixou duras críticas à equipa de arbitragem, liderada por Luís Godinho.
O CA informou que as ameaças a Luís Godinho e a familiares seus estão a ser tratadas “como algo extremamente grave” e desejou que “as autoridades sejam capazes de intervir” e “levar perante a justiça” quem age desta forma.
A situação levou a uma monitorização pela polícia da viagem de regresso a casa de Luís Godinho e, de acordo com fonte do CA, o árbitro da Associação de Futebol de Évora irá fazer uma participação às autoridades, para tentar encontrar os autores das ameaças.

SYL // AJO
Lusa

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