O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, decidiu, como medida preventiva, reduzir “ao mínimo essencial” a equipa operacional a funcionar presencialmente nos Paços do Concelho, revelou hoje o autarca.

Em conferência de imprensa, no âmbito da situação epidemiológica neste concelho alentejano, Nuno Mocinha realçou que os números caminham “a passos muito largos para o nível de risco extremamente elevado”, o que trará mais consequências e restrições para o concelho.

O autarca admitiu existir “um surto generalizado no concelho”, que abrange lares de idosos, freguesias rurais e outros pontos da cidade, pelo que aconselha os cidadãos a sair de casa “apenas quando necessário”.

O atendimento presencial nos vários serviços da Câmara Municipal, agora em horário reduzido, circunscreve-se entre as 9 e as 12 horas.

“Ninguém gosta de estar na lista de concelhos com maior risco de contágio, mas não podemos ficar apenas a olhar para os números e, por isso, temos de reagir”, sublinhou.

Nuno Mocinha voltou a apelar à responsabilidade de cada pessoa para conter o vírus uma vez que a atitude individual terá impacto no colectivo, lembrando, contudo, que não é competência do município “fechar as pessoas em casa, determinar cercos sanitários ou encerrar escolas”.

O autarca referiu ainda que estas medidas implementadas na câmara municipal são como que “um sinal” para “as restantes entidades” de modo a reduzir os contactos ao “mínimo essencial” para diminuir os números diários de casos de covid-19.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais artigos por Pedro Trindade Sena
Carregar mais artigos em Elvas

Veja também

Líderes europeus ponderam restrições ou encerramento de fronteiras

A hipótese de voltar a fechar as fronteiras internas está a ganhar força junto dos líderes…