Na manhã de 25 de Dezembro, pelas 12h, o Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, presidiu à celebração da Missa do Dia da Solenidade do Natal do Senhor, na Igreja de São Mamede, em pleno coração do centro da cidade de Évora, Património da Humanidade.
O prelado eborense começou por saudar toda a comunidade cristã, referindo que a sua escolha por celebrar a Missa do Dia de Natal na Igreja Paroquial de S. Mamede ainda vinha no seguimento do Ano Jubilar, 25º aniversário da consagração da nova Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Tourega, em Valverde, onde, há poucas semanas, dia 6 do corrente mês de Dezembro, teve o ensejo de lá concelebrar o 25º aniversário da sua consagração. Porque se trata de uma Unidade Pastoral, a Paróquia de S. Mamede participa, de certo modo, da alegria deste jubileu.
Depois de saudar o pároco, cónego Fernando Marques, e de ter dirigido uma palavra de apreço e estímulo a toda a comunidade, fixou-se num casal de paroquianos, Domingas Candeias e Domingos Candeias, pais de quatro filhos, que completavam 59 anos de matrimónio, exactamente em Dia de Natal, celebração na qual a Família de Nazaré é centro celebrativo, pois nos trouxe Jesus Cristo, o Salvador da Luz das Nações. O prelado deu graças a Deus pelo dom desta longevidade na fidelidade e salientou a beleza do sacramento do matrimónio cristão.
O Arcebispo de Évora salientou, na sua homilia, que a Fé Cristã é Dom de Deus e que, por isso, é um dom dinâmico, se por um lado nos pede abertura, disponibilidade e acolhimento, por outro lado pede-nos o compromisso com a transmissão desse Dom aos nossos Irmãos. Por isso, sendo um tempo de partilha de mensagens, presenças e mesmo prendas, não havemos de esquecer o grande Dom da transmissão do Dom da Fé aos nossos Irmãos.
A todos sem excepção, porém sobretudo às “novas gerações”, eis um desafio para as paróquias mais tradicionais do Centro Histórico de Évora: “De facto, as famílias Cristãs devem perceber, como primeira missão, a transmissão da Fé aos filhos. Será provavelmente a primeira pergunta que Deus nos fará quando um dia chegarmos à eternidade: ‘Os teus filhos?’. A coerência da nossa vida não deve necessitar de legendas ou sinaléticas, mas, como as belas paisagens, falar por si. A vida Cristã é sobretudo testemunho de uma relação com o Cristo vivo, presépio de Paz em nossa vida, transpondo o Natal diariamente para os nossos actos e para a nossa vida”.
“Eis a grande forma de transmitir a Fé, o testemunho de vida, com coerência, esperança, sentido de vida e de morte e alegria. Os momentos altos dos grandes eventos cristãos são só subidas à montanha para nos apercebermos da beleza do Cristianismo vivido no quotidiano. São necessárias, como por exemplo, em breve entre nós, as Jornadas Mundiais da Juventude. Porém, a todos nós, às Comunidades Cristãs, cabe-nos a garantia comprovada daquilo que afirmamos no alto da montanha do grande evento. Somos nós que tornamos credível o grande encontro. Com Maria, a nossa missão é ser retaguarda no silêncio da verdade e da coerência”, concluiu o Arcebispo de Évora.

Arquidiocese de Évora

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