A Associação Empresarial de Elvas (AEE) considerou que “o Governo foi mais longe do que se esperava” com este “novo estado de emergência”, “inferindo uma nova e dura ‘machadada’ ao sector da restauração e do comércio”, e manifestou o seu “apoio a todos os associados”, disponibilizando-se “para o que necessitem”.
Mesmo defendendo que “antes da saúde económica e fiscal das empresas vem sempre a saúde das pessoas”, a AEE expressou o seu “pedido para que se possa reformular esta posição”.
“Parte da facturação mensal dos restaurantes e similares e do comércio generalizado é concentrado no período que agora está identificado como ‘restrito à circulação pública’. Na prática, a facturação diminuirá ainda mais e as consequências mais directas dessa redução significativa serão mais encerramentos, mais despedimentos, mais ordenados em atraso e mais precariedade laboral”, referiu a associação em comunicado.
A AEE lembrou ainda que “a altura do calendário é de grande esforço para os empregadores quando se pensa no pagamento do subsídio de Natal aos colaboradores”. “Transportando esta rotina anual para a conjuntura difícil que o tecido empresarial vive, é inconcebível que se faça coincidir esta restrição de medidas com o esforço imenso dos empresários em cumprir as suas obrigações legais junto dos seus colaboradores”, acrescentou.
Recorde-se que Elvas entrará, a partir das 00h00 de segunda-feira, dia 16, no novo estado de emergência, situação que se manterá até 26 de Novembro.
Este estado de emergência “de âmbito limitado” e “efeitos largamente preventivos” não prevê confinamento geral como foi pedido em Março último, mas determina, como concelho com alta incidência da doença Covid-19, a proibição à circulação na via pública entre as 23h e as 5h nos dias úteis e entre as 13h e as 5h no próximo fim-de-semana, dias 21 e 22 de Novembro.

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