A autoestrada A23, inaugurada no Verão de 2003, abrange os distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Guarda. Desde final de 2011 é taxada com portagens exclusivamente electrónicas, contrariando as razões de coesão que estão na sua génese, levando à não utilização da mesma por muitos, trazendo consequências ao nível da qualidade de vida, da sinistralidade rodoviária e no domínio ambiental, mas, mais ainda, deixando de promover a economia e o desenvolvimento regional e de tornar mais produtiva e competitiva esta zona interior do país, nomeadamente através das micro, pequenas e médias empresas aí existentes.
A Plataforma P’la Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades exclusivas dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente ambas as Associações Empresariais, ambas as Comissões de Utentes, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, mas também ambas as Uniões de Sindicatos afectas à CGTP-IN, que ultimamente até têm sido porta-voz das reivindicações realizadas pela Plataforma.
No sentido de legitimar esta Plataforma, pois ambas as autoestradas atravessam também outros distritos, e com o intuito de dar voz a utentes não representados, a UGT Portalegre transmitiu, formalmente, o seu interesse em fazer parte da mesma a 15 de Novembro de 2018.
O pedido de integração nesta Plataforma deve-se exclusivamente ao facto da UGT Portalegre pretender defender e apoiar as reivindicações dos utentes e trabalhadores do distrito de Portalegre em relação à A23, e sempre do interior num âmbito mais abrangente.
De relembrar que esta capital de distrito, Portalegre, é a única do país que não tem acesso por autoestrada, daí a, ainda, maior importância da A23. Já no início deste ano 2020, a 13 de Março, a UGT Castelo Branco transmitiu, também formalmente, o seu interesse em fazer parte da Plataforma. Até esta data, qualquer uma das Uniões afectas à UGT não recebeu qualquer resposta ou tomada de posição. Ainda assim, a Plataforma vai desenvolvendo actividade, como vai ser a realização de uma assembleia cívica, marcada para o dia 22 de Outubro, na Covilhã. De forma bem diferente, foi o ingresso da UGT Portalegre na Plataforma Alentejo, para a qual teve entrada praticamente imediata.
“Não compreendemos esta atitude dos intervenientes, até porque a UGT – União Geral de Trabalhadores é uma confederação constituída pelas associações sindicais democráticas, autónoma e independente do patronato, do Estado, das confissões religiosas e dos partidos ou de outras associações de natureza política, fundada em 28 de Outubro de 1978, com um tremendo trabalho realizado a nível político-sindical, também através das suas Uniões distritais, e não é merecedora desta desconsideração a nível regional”, frisa a UGT em comunicado.
“As Uniões da UGT subscritoras desta Moção, consideram assim que esta Plataforma não representa todos os utentes, nem as organizações que os pretendem defender, e recomendam altere o nome para algo mais redutor. Consideram ainda que passarão a ter um papel mais activo na reivindicação para a redução progressiva, mas substancial, do valor das portagens da A23 e A25, assim como procurar agregação, nas regiões abrangidas, com entidades democráticas que pretendam fazer a mesma defesa, moderada, não estando dependentes de plataformas demasiado selectivas na sua constituição e abrangência. Esta luta deveria ser de todos”, finaliza.

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