O número de profissionais de saúde infetados no surto de covid-19 identificado no bloco operatório do hospital de Beja subiu de 32 para 33, divulgou a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA).
O novo caso de infeção confirmado é o de uma enfermeira, que já estava em quarentena em casa, refere a ULSBA, na atualização da informação relativa ao surto.
Entre os 33 infetados confirmados, há 15 enfermeiros, nove médicos, seis assistentes operacionais, dois assistentes técnicos e um técnico de diagnóstico e terapêutica, e todos têm “apenas sintomas ligeiros” e estão em isolamento em casa, precisa a ULSBA, que gere o hospital de Beja.
A entidade também informa que subiu de 45 para 58 o número de profissionais de saúde do hospital que estão em vigilância ativa com isolamento profilático de 14 dias.
Trata-se de 31 enfermeiros, 13 médicos, nove assistentes operacionais, quatro técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e um assistente técnico.
Devido ao surto, que foi identificado há uma semana, a ULSBA reforçou as medidas de segurança e higiene, alargou o rastreio a profissionais e decidiu realizar testes de despiste de covid-19 a todos os funcionários do hospital, o que deverá terminar no final desta semana.
Desde a identificação do surto, quando foram detetados os primeiros seis enfermeiros do bloco operatório infetados, e até hoje, foram feitos cerca de 850 testes a profissionais do hospital de Beja, precisa a entidade, referindo que já terminaram os rastreios aos funcionários nas áreas assistenciais.
Como “medida adicional”, na terça-feira, uma empresa especializada fez uma desinfeção suplementar do bloco operatório, através de vaporização de peróxido de hidrogénio e radiação ultravioleta.
Segundo a ULSBA, no hospital, à exceção do bloco operatório, onde só há atividade cirúrgica de urgência, e do Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia, que está fechado até às 08:00 de dia 7 de outubro, as consultas de especialidade e outros atos médicos e de enfermagem e exames decorrem com normalidade.
A ULSBA refere que os utentes devem dirigir-se ao hospital de Beja “com toda a confiança, mas respeitando e cumprindo as indicações dadas”.
Trata-se de indicações relativas ao distanciamento físico, à higienização das mãos, ao cumprimento da hora da consulta ou do exame e, “muito importante”, o uso obrigatório de máscara no interior dos edifícios do hospital de Beja.
A situação do surto “está a ser monitorizada” pela Unidade de Saúde Pública, pelo Serviço de Saúde Ocupacional e pelo Grupo de Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos e ao abrigo do plano de contingência no âmbito da pandemia de covid-19 da ULSBA.

LL // SR
Lusa

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