Cinco bombeiros, um dos quais de uma corporação do Alentejo, morreram este ano no combate a incêndios rurais em Portugal, com o mais recente óbito a ocorrer hoje em Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e há também registo da morte de um piloto de um avião Canadair.
No âmbito das cooperações de bombeiros, a primeira morte ocorreu em 11 de julho, no combate a um incêndio na serra da Lousã, no distrito de Coimbra, com a morte de José Augusto, de 55 anos, chefe de equipa dos bombeiros voluntários de Miranda do Corvo. Três outros bombeiros ficaram feridos.
Em 18 de julho, um bombeiro dos Voluntários de Leiria, de 34 anos, morreu no hospital da cidade após ter entrado em paragem cardiorrespiratória quando participava nas operações de rescaldo de um incêndio na freguesia de Arrabal, no concelho de Leiria.
O terceiro bombeiro a morrer nos incêndios rurais deste ano foi Diogo Dias, de 21 anos, da corporação de Proença-a-Nova, que ficou desaparecido em 25 de julho, após o despiste da viatura em Perna do Galego, concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, a caminho de um fogo em Oleiros.
Em 30 de julho, o bombeiro Carlos Carvalho, de 40 anos, de Cuba, no distrito de Beja, que ficou gravemente ferido no incêndio que deflagrou em 13 de julho em Castro Verde, morreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A morte de um bombeiro hoje enquanto combatia um incêndio em Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, eleva para cinco os bombeiros que perderam a vida este ano no combate a incêndios rurais em Portugal.
Há ainda registo da morte do piloto português Jorge Jardim, de 65 anos, condutor de um avião Canadair português que caiu, em 08 de agosto, durante o combate ao incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, no Lindoso, distrito de Viana do Castelo.
No âmbito do combate a incêndios rurais, “sempre que há morte de operacionais, tal como relativamente a todos os incêndios de grande dimensão, é feito um inquérito técnico pela autoridade envolvente e todas as entidades parceiras”, assegurou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, em 26 de julho.
Desde as 00:00 de domingo até às 23:59 de terça-feira, 14 distritos a norte do Tejo, incluindo Portalegre, encontram-se em estado de alerta, devido às previsões meteorológicas de “significativo agravamento” do risco de incêndio.
Além de Portalegre, a medida abrange os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
A declaração da situação de alerta foi anunciada na sexta-feira pela secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Lisboa.
Na altura, Patrícia Gaspar disse que “é expectável que o risco de incêndio vá aumentar”, considerando as previsões meteorológicas de “aumento da temperatura, redução dos níveis de humidade relativa e aumento do vento”.
A secretária de Estado alertou que as previsões meteorológicas apontam para “um período em que qualquer ignição, qualquer faísca, junto do espaço rural, pode efetivamente propiciar uma ocorrência de grandes dimensões”.
“Tolerância zero ao uso do fogo”, avisou, lembrando que a situação de alerta traz um conjunto de proibições e de restrições, como a circulação e permanência nos espaços florestais e “são totalmente proibidas queimas e queimadas, assim como fogo-de-artifício, trabalhos nos espaços rurais e nos espaços florestais, sobretudo com maquinaria”.
A situação de alerta implica ainda o reforço da prontidão dos meios e dos agentes que participam nas operações de prevenção e combate a incêndios rurais e “a ativação das estruturas de coordenação, quer de nível nacional, quer nos distritos onde esta declaração se aplica”, indicou a governante, assegurando que está “todo o dispositivo preparado para responder a eventuais situações”.
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