O PCP questionou o Governo sobre o prolongamento do “lay-off” na Rodoviária do Alentejo, alegando que os trabalhadores ficam com os salários reduzidos para “dois terços” e as populações vêem “condicionadas as possibilidades de mobilidade”.A pergunta, subscrita pelas deputadas comunistas Vera Prata e Diana Ferreira e dirigida à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, foi divulgada hoje pela Direcção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP.Segundo os comunistas, a Rodoviária do Alentejo, do Grupo Barraqueiro, informou, no dia 14 deste mês, os trabalhadores sobre “a intenção de promover um procedimento de redução dos períodos normais de trabalho ou suspensão da prestação de trabalho”.Devido à pandemia da covid-19, indicou o partido, a empresa “socorreu-se do designado apoio extraordinário à manutenção de contratos de trabalho em situação de crise empresarial (‘lay-off’ simplificado)”, que vai cessar no final deste mês.O PCP adiantou que a Rodoviária do Alentejo já “comunicou aos trabalhadores uma redução temporária dos períodos normais de trabalho e suspensão dos contratos de trabalho”, ao abrigo do ‘lay-off’ clássico, por um período de 12 meses, com início a 1 de Agosto.Para os comunistas, esta decisão deixa os trabalhadores da Rodoviária do Alentejo numa “situação muito frágil e insustentável”, já que vêem “reduzidos os seus salários para dois terços”.”Além disso, condiciona fortemente as possibilidades de mobilidade das populações, o que dificulta o seu acesso a inúmeros serviços essenciais que se localizam apenas nas sedes de concelho ou outras cidades do distrito”, acrescentou.Na pergunta, o PCP questiona o Governo sobre as medidas que vai tomar para garantir o respeito pelos direitos dos trabalhadores da Rodoviária do Alentejo, nomeadamente a manutenção dos seus salários, e a retoma da actividade da empresa.
SYM // SFLusa
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