O ministro do Ambiente, que tutela os transportes rodoviários, foi ontem confrontado na Comissão Parlamentar de Ambiente pela deputada do Partido Ecologista Os Verdes, Mariana Silva, sobre a ausência de serviço da Rede Expresso em oito dos 15 concelhos do distrito de Portalegre e noutros concelhos do interior do País.A deputada ecologista sublinhou que desde o início do desconfinamento Os Verdes têm vindo a questionar o Governo sobre a reposição da oferta de transportes, para que os cidadãos possam retomar a suas vidas e ter direito a condições de mobilidade em transportes públicos para se deslocarem para o trabalho, estabelecimentos de saúde, de educação, de cultura ou de lazer, em segurança.Para Os Verdes, nestes oito concelhos do distrito de Portalegre “a situação é tanto mais grave, uma vez que, para além de não estar a ser garantido o serviço da Rede Expresso, também não está assegurado o serviço de carreiras interurbanas, e quando só uma parte destes municípios tem acesso à ferrovia, através da linha do Leste, mas onde o único serviço de passageiros diário (reposto graça aos Verdes) não permite assegurar uma ida e volta no mesmo dia”.Como tal, Os Verdes colocaram quatro questões ao ministro do Ambiente, que tutela os transportes rodoviários:1- Decorridos dois meses após o fim do Estado de Emergência, porque é que oito dos 15 municípios de Portalegre (Avis, Sousel, Fronteira, Monforte, Arronches, Crato, Alter do Chão e Marvão) ainda não têm qualquer ligação por autocarros Expressos a Lisboa e a outras cidades alentejanas, como por exemplo Évora?2- Que alternativas têm os cidadãos destes oito concelhos para se deslocar aos hospitais de Évora, Abrantes ou de Lisboa em caso de necessidade?3- Quando vai a população, residente no Alto Alentejo, ver assegurado o seu direito à mobilidade? Para quando a normalização do serviço interurbano, serviço já insuficiente quando em pleno funcionamento?4- Garante o Governo que as ligações, suspensas pela Rede de Expressos, serão retomadas em breve? Se sim, quando estão previstas essas ligações?O PEV considera “grave” a resposta do ministro, pois “demonstra uma fuga clara às responsabilidades políticas num assunto que tutela e ‘chutou’ deselegantemente o problema para a Autoridade de Transportes e para o poder local, através da CIMMA”.

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