Na sequência de novos incidentes na Central Nuclear de Almaraz, as Federações da Juventude Socialista de Castelo Branco e de Portalegre defendem, em comunicado conjunto, a necessidade de encerrar a Central Nuclear de Almaraz, limítrofe destes dois territórios.
O encerramento da Central Nuclear de Almaraz é uma proposta política que ambas as estruturas têm defendido e um processo que têm acompanhado, o que se tem traduzido em várias iniciativas, como a sua inclusão em documentos políticos orientadores, e que agora culminam nesta posição conjunta.
“Consideramos que a transição sustentável das economias deve ter reflexo na sua política energética, apostando em energias limpas e abandonando formas de produção de energia anacrónicas, que não se coadunam com os desafios do século XVI, tendo potencial de risco para a saúde pública e cujo prazo útil de vida já expirou. A isto acresce os sucessivos incidentes registados na Central Nuclear, com enfoque na última semana do passado mês de junho, puros reflexos da sua instabilidade infraestrutural. Estas variáveis intensificam a necessidade e a urgência do encerramento desta central nuclear”, refere a Juventude Socialista.
As recomendações portuguesas sobre o prolongamento da vida útil desta central, no relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho Técnico Bilateral, tiveram acolhimento. Do mesmo modo, o Governo de Espanha planeou uma calendarização, na sua planificação de energia e clima, para o encerramento das suas centrais nucleares, datando o encerramento de Almaraz para esta década.
“Não obstante, os jovens socialistas do distrito de Castelo Branco e de Portalegre consideram que:
– As autoridades nacionais devem continuar a envidar esforços para um reforçado envolvimento neste processo, pressionando o encerramento definitivo da produção nuclear em Almaraz, antecipando a data prevista para o seu encerramento para a mais imediata possível.
– A tutela deve ministrar formações específicas às corporações de bombeiros dos distritos de Castelo Branco, Portalegre e outras, com elevado teor técnico e informativo no plano das emergências radiológicas, tendo em vista uma preparação inequívoca dos operacionais em caso de acidente nuclear.
– A legislação europeia deve avançar, nestes casos, para a necessidade de uma avaliação de impacto ambiental mais garantística e transfronteiriça”, sublinham.

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